Vitinha fala sobre o favoritismo, o pacto, a falta de golos, Messi e Ronaldo: 'Assino já por baixo'
Veja aqui os momentos e o resumo do Portugal contra RD Congo
Os primeiros momentos nos Estados Unidos: 'Temo-nos sentido muito bem, já estivemos no Mundial de Clubes aqui nos EUA, já conhecemos as condições que nos esperam. Miami é um local fantástico e estamos a aproveitar e a adaptar-nos muito bem'.
Desde criança até ser bicampeão europeu e estar no segundo Mundial: 'Não me lembro bem, mas desde que tenho memória foi o que mais desejei fazer (ser futebolista). Não sei se por influência do meu pai, não diretamente, mas por ele me acompanhar sempre e eu a ele, mas sempre foi o que quis. Sonhava com isto na altura, não imaginava que conseguiria. Mas gosto de dizer que a vida é um processo, já conquistei essas coisas e quero conquistar muito mais, incluindo o Mundial'.
Nível físico e mental depois de uma boa época (de 0 a 10): 'Sinto-me muito bem, tanto física como mentalmente. A nota... não gosto de me autoavaliar, já o disse várias vezes. Foi uma época muito boa, para mim e para o clube, quero terminar com chave de ouro'.
O peso de ser uma seleção candidata e se está entre as três melhores: 'Voltamos ao que falamos muitas vezes. Não somos ingénuos, temos uma seleção de enorme qualidade, com jogadores nos maiores clubes do mundo. Até pela quantidade de jogadores nesses clubes, nunca tivemos uma seleção assim. Mas isso não vale nada no papel, somos candidatos, sem dúvida, mas não diria que somos favoritos. Temos de ter isso em mente, temos muita qualidade, temos de a pôr em prática'.
Interesse dos media em Portugal: 'Se todos nós soubéssemos o que está a faltar (para vencer) já o tínhamos conseguido. Temos de ser humildes, pensar no futuro próximo e não mais além. Falta a parte técnica e tática, temos de colocar muita dedicação e compromisso. Esses são os ingredientes perfeitos para sairmos daqui com bons resultados. Recebemos de bom grado essa posição (de favoritos), mas isso não vale nada se não o fizermos dentro de campo. Estamos preparados, é o sonho de todos os jogadores e vamos fazer tudo para estarmos na melhor forma'.
Falta a Portugal e ao Vitinha o troféu do Mundial para ser Bola de Ouro: 'Falta-me ganhar muitas mais coisas, espero ganhar muito e também o Mundial. Ainda está longe, ainda não jogámos o primeiro jogo, falta muito para lá chegar, só podemos garantir empenho e trabalho, se houver isso estaremos muito mais perto de alcançar o que queremos'.
Jogadores com pulseiras e Mundial mais especial que a Champions: 'A história da pulseira é sobre termos ido agora reunir-nos com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que se assegurou que podíamos usá-la dentro de campo, com o nome de todos os jogadores, mais o nome do Diogo Jota. Deixou à nossa escolha se queremos usá-la ou não, de que forma, e recebemos com muito carinho e decidimos usá-la todos. Quanto à segunda questão, é diferente, mas será muito especial ganhar um enorme troféu com a seleção depois da Liga das Nações'.
Obsessão em marcar pela seleção: 'Obrigado por referir que não tenho nenhum golo pela seleção (risos). Era algo que gostava muito de fazer, mas não coloco à frente do que tenho de fazer pela equipa, obviamente que seria bom, mas às vezes não surge a oportunidade ou não é o melhor para a equipa forçar o golo. Se surgir, vou ficar muito feliz, seria o melhor momento para o conseguir.'
A RD Congo vai tentar travar o meio campo da seleção: 'Quanto à RD Congo, não posso prever, ainda vamos conversar sobre eles, mas se nos focarmos em nós próprios será melhor'.
Jogadores forçados a fazer viagens longas com temperaturas altas e rotatividade da equipa: 'A questão física será super importante, muito devido às condições meteorológicas no final de uma época longa. Mas isso é igual para todos. Já jogámos no Mundial de Clubes com estas temperaturas, sabemos que é difícil, mas isto é o Mundial. Não há desculpas, não há condições que nos impeçam de dar tudo pela seleção'.
Sente-se bem no papel de antiestrela: 'Sinto-me muito bem, é o mais natural e é o meu perfil. Nunca iria mudar para ter mais benefícios ou privilégios. Prefiro ser assim e gosto de tudo o que vem com isso. Não acho que prejudique (a imagem), se prejudicar, não me importo'.
Meio campo de Portugal considerado o melhor do torneio, com João Neves e Bruno Fernandes: 'É a imagem da seleção, com muita qualidade, muito talento, das melhores do mundo e a resposta é a mesma: em vez de falarmos em pressão, devíamos falar em responsabilidade. Às vezes a escolha de palavras faz muita diferença. Da nossa parte, só podemos garantir trabalho e dedicação, vamos deixar tudo em campo, não só pelo que representa para nós jogar o Mundial a nível individual, mas também por toda a nação. Porque representamos os nossos amigos e família'.
Tarefa mais fácil por jogar com João Neves no PSG: 'É óbvio que trazer dinâmicas de clubes é sempre algo que os selecionadores aproveitam, aí cabe ao treinador decidir se quer aproveitar. Vou estar contente com qualquer um dos jogadores que jogue no meio campo, só quero jogar'.
Expectativas no seio da equipa: 'Não falamos sobre isso, já todos temos experiência em clubes e na seleção para saber que as competições ganham-se a pensar no futuro próximo, ou seja, no jogo a seguir. Se fizermos isso do início ao fim estamos mais perto de vencer. É cliché mas funciona por alguma razão. Vamos pensar no que temos de fazer com a RD Congo, esperemos ganhar e continuar assim na fase de grupos'.
Chegada ao hotel e mensagem para os imigrantes: 'Uma mensagem de agradecimento, fomos muito bem recebidos no aeroporto e no hotel. Espero que saibam que temos muito orgulho em representar Portugal. Não é novidade o quanto os imigrantes têm o país no coração, o quanto é difícil estar longe do nosso país, eu passo por isso em França e estou perto. Quanto às condições, são ótimas, é o segundo dia, chegámos muito bem ontem para nos habituarmos ao horário, descanso e calor'.
Um dos poucos a ter jogado com Messi e Cristiano Ronaldo: 'Poder jogar com os dois maiores jogadores da história é um prazer enorme, digo isso muitas vezes. Aprendi e continuo a aprender muito com os dois, é algo que me vai marcar para a vida porque são os melhores de sempre. É um orgulho tremendo poder ter jogado com os dois'.
Como seria uma final Argentina contra Portugal: 'Gostaria imenso de jogar uma final, independentemente com quem for. Se me disseres que é uma final entre Argentina e Portugal, assino já por baixo. Mas a final ainda está muito longe, vamos pensar no jogo com a RD Congo e depois falamos mais para a frente'.
As imagens de Portugal na praia: 'É verdade, fomos todos. O físico do Cristiano? Prometo que não é Photoshop, é mesmo assim. É algo incrível com 41 anos, eu tenho 26 e não estou assim (risos). É uma prova de como ele se dedica e o quanto é importante para ele estar bem fisicamente. Fomos à praia, desfrutar um pouco, o que é importante'.
Mistura de jovens e jogadores com experiência: 'É a melhor mistura que se pode ter, jovens e muita experiência. Cabe-nos a nós extrair o melhor disso. Temos tudo para fazer isso, quando misturamos tudo só pode correr bem'.
O que Ronaldo tem de diferente: 'Sobretudo, o que já sabemos: a forma como se dedica ao futebol 24 horas por dia, sete dias por semana. É um exemplo para o mais novo e para o mais velho. É incrível tudo o que faz na preparação física e mental. Podia relaxar um pouco, mas parece que faz ainda mais. É um líder exemplar e é um privilégio partilhar o campo com ele'.
Diferenças entre o papel no clube e na seleção: 'O Vitinha é o mesmo e tenta dar tudo por ambas as equipas, mas os colegas e o treinador são diferentes. Não vou entrar em detalhes, mas há algumas coisas que mudam apesar de tentar ser o mesmo'.