Van Hecke pretende honrar o legado familiar no Mundial-2026 pelos Países Baixos

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O tio de Van Hecke, Jan Poortvliet, atuou na defesa da seleção holandesa na final de 1978, na qual foram derrotados pela Argentina, que jogava em casa, após prolongamento.

Van Hecke deverá ser titular no domingo, em Dallas, no primeiro jogo do Grupo F contra o Japão, formando dupla de centrais com o capitão Virgil van Dijk.

“Sinto um enorme orgulho. É fantástico estar aqui”, afirmou aos jornalistas.

Van Hecke tem agora a oportunidade de se destacar no onze inicial, depois de Jurrien Timber ter sido afastado da competição por lesão.

“É o meu sonho, mas também era o dele. É uma pena que o sonho dele tenha terminado assim”, disse Van Hecke.

Curiosamente, o tio de Van Hecke também se juntou à seleção holandesa em 1978 em condições parecidas, tendo feito a sua estreia pelos Países Baixos duas semanas antes do Mundial e sido chamado ao grupo como uma espécie de outsider. No entanto, quando o lateral-esquerdo titular Hugo Hovenkamp se lesionou, Poortvliet teve a sua oportunidade.

“O Hugo estava no melhor momento da sua carreira, mas às vezes as coisas são assim”, disse Poortvliet à televisão holandesa NOS.

Acabou por fazer seis jogos na Argentina, mostrando a sua polivalência como lateral-esquerdo, lateral-direito e médio-defensivo.

O tio foi treinador do sobrinho

Poortvliet, hoje com 70 anos, treinou vários clubes holandeses, passou seis meses no Southampton em 2008 e chegou a treinar Van Hecke nos sub-17.

“Já nessa altura mostrava uma grande determinação para aproveitar todas as oportunidades”, afirmou sobre o sobrinho, que joga atualmente no Brighton & Hove Albion.

“O Jan Paul é muito equilibrado, ninguém o tira do seu rumo, seja no futebol ou na vida. O que alcançou é realmente impressionante. Pode, por vezes, ter um jogo menos bom, mas mantém-se sempre concentrado.”

Na semana passada, Van Hecke disse aos jornalistas que esperava um arranque complicado para os holandeses contra o Japão.

“Vamos enfrentar desde já um adversário forte. Vencer por 1-0 em Wembley contra a Inglaterra diz muito. Na minha opinião, o meu colega (Kaoru) Mitoma foi o melhor jogador deles. Lamento muito que ele tenha de abandonar o Mundial por lesão e falhar o torneio. Mas mesmo sem o Mitoma, o Japão tem uma equipa forte”, afirmou Van Hecke.