Mundial 2026: "Pronto para grandes feitos", a ascensão de Marrocos de outsider a candidato
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A trajetória de Achraf Hakimi até se afirmar como um dos melhores laterais do mundo percorreu as principais ligas europeias. Depois de passagens pelo Real Madrid, Borussia Dortmund e Inter Milão, chegou finalmente ao Paris Saint-Germain. Ao serviço do campeão francês, o jogador de 27 anos festejou recentemente a conquista da Liga dos Campeões pela segunda vez seguida.
Contudo, o futebol em Marrocos durante muito tempo foi apenas lembrado por episódios passados. Nascido em Madrid, Hakimi decidiu não seguir o caminho mais fácil em direção a troféus com a Espanha e optou por jogar pela terra dos seus progenitores.
Este não é um caso isolado. Também Brahim Díaz, do Real Madrid, e muitos outros companheiros nasceram no continente europeu, mas representam a seleção de Marrocos.
Em conjunto, permitiram que os norte-africanos alcançassem novos patamares: há quatro anos, Marrocos tornou-se a primeira nação africana a chegar às meias-finais de um Mundial, ao eliminar Portugal nos quartos de final. Contudo, a proeza no Catar é encarada apenas como um momento alto temporário.
Preparados para mais
"Porque não havemos de jogar ainda melhor do que no Catar e ir o mais longe possível?", perguntou Hakimi numa entrevista à revista francesa Onze Mondial, completando: "Estamos preparados para realizar grandes feitos no Mundial."
Os Leões do Atlas já não são considerados outsiders como em 2022. No ano transato, a seleção festejou a conquista no atribulado desfecho da Taça das Nações Africanas.
No ranking da FIFA, Marrocos subiu entretanto ao sétimo posto, ultrapassando a Alemanha. Nos Estados Unidos, México e Canadá, Hakimi e os seus colegas assumem o papel de candidatos surpresa, com a estreia agendada para domingo (23:00, hora de Lisboa) diante do Brasil, num encontro que pode ser decisivo. Na perspetiva de Hakimi, o confronto com o maior vencedor de Mundiais é um duelo equilibrado.
"Pelo que mostramos em campo e pelo que evidenciámos nas grandes competições, Marrocos evoluiu e consegue rivalizar com as melhores equipas", declarou o atleta de 27 anos.
A qualificação no Grupo C, que inclui também a Escócia e o Haiti (considerado outsider), deverá ser uma simples formalidade.