Marco Silva apresentado como técnico do Benfica: "A minha meta é permanecer três anos"
Sentimento: "Agradeço ao presidente e ao Benfica pela confiança que depositaram em mim e na minha equipa técnica para dirigir a área desportiva do Benfica. É uma honra e um orgulho imenso. São essas duas palavras que quero realçar e acrescento uma terceira: a responsabilidade de ocupar este cargo é algo de extrema importância para mim".
Títulos: "Sem dúvida alguma. Quem está neste clube tem de pensar dessa maneira. O propósito é acrescentar algo e os títulos fazem parte da história do Benfica. Esse é o nosso objetivo".
Identidade: "Queremos ter uma identidade dominante. Para sermos vencedores em Portugal, esse terá de ser o percurso. Queremos uma equipa capaz de unir a força do Benfica e dos seus adeptos à própria equipa. Não me refiro a compromisso e exigência, isso é inegociável. Refiro-me a uma maneira dominante e positiva de jogar que, na minha opinião, representa o Benfica".
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Declarações de Rui Costa a respeito de Mourinho: "É simples responder a isso. Na primeira vez que o presidente do Benfica falou comigo, perguntou se eu queria ser treinador do Benfica e, nesse momento, estava à procura de um treinador. Quando isso acontece, significa que o Benfica estava à procura de treinador e que eu era a primeira opção para o presidente do Benfica. O convite foi claro, direto e a minha resposta também".
Segredo do êxito: "Se não acreditasse, não estaria aqui. Quem entra nesta casa tem de acreditar que será campeão. Eu acredito que eu, a minha equipa técnica e os jogadores somos capazes de acrescentar algo ao Benfica para tornar o clube campeão. Queremos festejar títulos. Conhecemos a dificuldade, não vamos dizer que será fácil. Teremos grandes concorrentes, mas o objetivo é ser campeão. Passaram por aqui grandes treinadores no passado. As razões de terem tido ou não sucesso não me cabe a mim avaliar".
Saída da Premier League: "Não digo que a decisão foi fácil ou difícil. Vocês conhecem a minha ligação à Premier League. Por alguma razão estou há 12 anos fora do país. Custou-me muito construir e consolidar um nome. Não foi uma decisão simples. Falou-se do futebol português, mas mais importante que isso falou-se do Benfica. A componente emocional teve um grande peso na minha decisão. Quando o Benfica não vence, o desafio é enorme e estamos preparados para ele. Não há nenhuma outra razão senão o nome do Benfica".
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Papel nas decisões do clube: "Até certo ponto, não tive. O Benfica estava a resolver processos importantes. A partir do momento em que houve um acordo, e foi público, começámos a trabalhar na próxima temporada".
Lugar em risco se não for campeão: "Qualquer treinador tem o lugar em risco. Isso a mim preocupa-me pouco ou quase nada. Lido bem com isso. O meu estado de espírito é diferente, não escondo emoções, mas sou equilibrado para perceber que esse é o destino de qualquer treinador. Digo que assinei três anos com o Benfica porque essa é a minha meta. Quero trazer felicidade ao Benfica".
Salário: "Não foi o motivo para estar aqui, caso contrário não estava".
Convites anteriores: "Não vou negar que tive oportunidades de regressar ao futebol português, não só ao Benfica. Por várias razões, não aconteceu. Agora senti que era o momento. Senti que, em termos de carreira, seria o momento perfeito para ter um desafio da dimensão do Benfica".
Benfica no terceiro posto: "É a realidade. Quando o Benfica não conquista títulos, não pode haver positividade. Temos de romper com isso, esse é o objetivo. Vamos trabalhar para sermos campeões, sabendo que vamos ter três adversários a tornar a nossa tarefa cada vez mais difícil".
Plantel: "Não faço comparações com a temporada passada. O plantel tem qualidade. Estamos a trabalhar para reforçar a equipa. Perdemos um elemento importante na nossa estrutura, é uma das posições que temos de reforçar. O presidente deixou isso bem claro. Não estar na Liga dos Campeões tem impacto no clube, não só financeiro. Não é por isso que o Benfica não vai investir e não é por isso que o Benfica não vai lutar por títulos".
Sudakov: "É jogador do Benfica e contamos com ele. Foi um grande investimento do Benfica. Basta olhar para as características das minhas equipas. É um perfil de jogador que normalmente rende e é isso que vamos fazer. Acredito bastante nele. Teve um ano difícil, de adaptação, num contexto pessoal complicado e tem toda a nossa confiança. Estamos aqui para o colocar a jogar ao nível que tem de jogar".
Falhas e pontos fortes do plantel: "Estaria a dar trunfos que não quero, por isso não vou dizer neste momento e dificilmente o farei durante a temporada. Temos de falar das virtudes do Benfica. O balneário terá de ser forte".
Jogos do Benfica: "Não vou dizer que vi os jogos do primeiro ao último minuto, mas como português e como equipa técnica, fazia parte do nosso dia a dia ver jogos da Liga Portugal".
Frase marcante: "Não preciso de inventar uma frase marcante como os antecessores".
"O Benfica tem de ser candidato na Liga Europa"
O que é necessário mudar: "Sabe o que tem de acontecer para estarmos todos felizes daqui a um ano: o Benfica vencer. Nesta casa, é a única forma de todos ficarem satisfeitos e mais unidos".
Arbitragem e comunicação: "Não sei dizer como vou reagir momento a momento. O futebol é competitivo e emocional. Terei de ter o controlo emocional que este lugar exige, mas não garanto que vai ser sempre brilhante. Venho de uma cultura diferente e mesmo assim ultrapassei o limite algumas vezes, paguei algumas multas. Não serei sempre perfeito. Estou aqui para treinar e defender o Benfica. Não sou fã de falar de arbitragem. No início da carreira, optei por não o fazer algumas vezes. Com o andar do tempo, fui falando mais do que queria. Se formos competentes dentro de campo, com erros ou sem erros, será mais difícil o Benfica não ser vitorioso".
Liga Europa: "Posso dizer aos benfiquistas, mas o primeiro passo terá de ser estar na fase de grupos. Vamos ter uma pré-época atípica, mas não será desculpa. Temos o objetivo de estar na fase de grupos. Estando lá, olhando para a Liga Europa e a dimensão do clube, o Benfica tem de ser um candidato. Nem foi necessário ter esta conversa com o presidente. Estamos de acordo nesse aspeto. Ninguém está a dizer que vai ganhar a Liga Europa, mas temos de ambicionar chegar a Frankfurt (palco da final)".
Mercado: "Um projeto não passa apenas por questões financeiras. O presidente foi claro na conferência de imprensa de ontem (quinta-feira). Haverá espaço para reforçar o plantel. Acredito que tem qualidade, mas temos de reforçar posições. Tenho princípios e perfis definidos para a ideia e o que queremos criar no Benfica. Temos qualidade, a base está lá, mas haverá espaço para reforçar o plantel".
Maior desafio da carreira: "Não comecei no Sporting, comecei no Estoril. Foi onde tudo começou e estou muito orgulhoso do projeto. Nem todos os clubes têm capacidade de lutar por títulos. Sempre que estivemos em posições e em condições de conquistar títulos, não vencemos todos, mas a temporada acabou com títulos. Basta olhar para o resultado final. Não foi tudo perfeito, é sempre difícil, mas acabaram normalmente com títulos e isso é importante. Estar neste momento no Benfica não dá maior pressão, dá responsabilidade. Já estive em clubes onde não existia tanta pressão. Eu sou o primeiro a colocá-la, mas felizmente no Benfica não será necessário. Esta pressão é um privilégio".
Equipa técnica: "Grande parte da equipa técnica (do Fulham) irá acompanhar-me".
Harry Wilson: "Não vou individualizar contratações. Neste momento, não há nenhum jogador do Fulham em cima da mesa para reforçar o Benfica".
Conversa com Rui Costa: "Foi uma conversa clara. O Benfica precisava de um treinador e eu mostrei abertura. Se perguntassem há quatro meses se o meu objetivo era regressar a Portugal, na altura dizia claramente que não. Houve um telefonema do presidente e a minha resposta na altura foi deixar a porta aberta. Era algo que me entusiasmava e ambicionava".
Mensagem aos adeptos: "A primeira mensagem é dizer que é o maior desafio da minha carreira. Pelo momento da minha carreira, pelo momento que o Benfica atravessa considero este o maior desafio da minha carreira. Coloco exigência máxima em todos os projetos e será assim também no Benfica.
Em relação aos adeptos, lembro a força que temos. Hoje ninguém perguntou sobre o Real Madrid porque estamos no Benfica, mas foi muito tema de conversa e percebo porquê. Quero lembrar que o Real Madrid teve eleições e teve 30 mil votantes. O Benfica teve há um ano e foram acima de 90 mil. É isto que quero dizer aos adeptos. Numa época negativa para o Benfica, senti os adeptos com a equipa. Essa paciência em momentos importantes será fundamental. Não falo em menos exigência, mas quanto mais forte e unido estiver o universo benfiquista, mais difícil será não sermos vitoriosos. Se estivermos unidos, seremos mais fortes. Vamos fazer a nossa parte, tentar entusiasmar, e sei que eles farão a parte deles para, no final da temporada, podermos celebrar".