Mundial 2026: Pelé continua a ser o único tricampeão mundial na história do futebol
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Numa prova que se realiza desde 1930 e apenas sofreu interrupção devido à II Guerra Mundial (1939 a 1945), Edson Arantes do Nascimento, nascido a 23 de outubro de 1940, foi o único que conseguiu o triunfo três vezes, ele e mais ninguém.
Pelé venceu pela primeira vez em 1958, na Suécia, depois voltou a ganhar em 1962, no Chile, e, após o insucesso de 1966, em Inglaterra, também por culpa de Portugal, alcançou o terceiro título em 1970, no México, numa proeza que ninguém igualou nem poderá repetir antes de 2030.
O craque brasileiro, que faleceu a 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, manterá esse estatuto depois do Mundial de 2026, que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México, de 11 de junho a 17 de julho, uma vez que nenhum dos 20 jogadores com dois títulos está atualmente em atividade.
Aquele que é para muitos o melhor jogador de sempre conquistou o seu primeiro título com apenas 17 anos, o que explica, em grande parte, que nenhum dos outros membros da equipa de 1958 tenha conseguido chegar à edição de 1970.
O rei foi determinante no primeiro e no terceiro títulos, ao contrário do que aconteceu em 1962, mas apenas devido a uma lesão, que só lhe permitiu participar nos dois primeiros jogos da fase de grupos.
Em 1958, o miúdo foi o melhor marcador da seleção, com seis golos, todos em fases a eliminar: um ao País de Gales (1-0, nos quartos de final), três à França (5-2, nas meias-finais) e dois à anfitriã Suécia (5-2, na final).
Doze anos depois, no México, já como veterano, esteve mais discreto, mas ainda assim apareceu na final para abrir o marcador frente à Itália (4-1), aos 18 minutos, caminho para a conquista da Taça Jules Rimet.
Pelo meio, em 1962, ainda conseguiu marcar um golo no primeiro dos dois jogos que disputou, frente ao México (2-0), e, no total, coroou as suas quatro presenças em fases finais (só não venceu em 1966) com 12 tentos.
Na lista de jogadores com mais de um triunfo no Mundial, e além de Pelé, constam 20 jogadores: desses, 15 são brasileiros, 13 dos quais companheiros de equipa do rei nas edições de 1958 e 1962, casos de Garrincha, Zagalo, Gilmar, Didi ou Vavá.
Após a Rimet, apenas dois repetiram o feito: o lateral direito Cafú, único jogador que marcou presença em três finais (1994, 1998 e 2002), e o avançado Ronaldo, segundo melhor marcador da história dos Mundiais, com 15 golos, ambos vencedores em 1994 e 2002.
Entre os bicampeões mundiais, constam ainda quatro italianos (Giuseppe Meazza, Giovanni Ferrari, Eraldo Monzeglio e Guido Masetti), que venceram em 1934 e 1938.
O único jogador que não é brasileiro nem italiano na lista é o central argentino Daniel Passarella, que foi capitão da equipa em 1978 e viu do banco Diego Armando Maradona levar os albicelestes ao título em 1986.
Depois do Mundial de 2026, nenhum jogador igualará o triplo de Pelé, mas há muitos candidatos a bicampeões, incluindo Lionel Messi e os outros repetentes da conquista argentina de 2022, o francês Kylian Mbappé ou o alemão Manuel Neuer.