Liga dos Campeões africanos: Triunfo do Mamelodi Sundows tem protagonismo lusitano

Liga dos Campeões africanos: Triunfo do Mamelodi Sundows tem protagonismo lusitano

Os fãs aguardaram ansiosamente, após várias participações recentes onde a equipa entrou como a mais forte do continente, mas acabou por dececionar de forma frustrante.

Essa mágoa foi superada com uma campanha vitoriosa, onde voltaram a provar ser os melhores e, desta feita, conseguiram o desejado.

Estes são os números que definem o seu percurso.

0 – O Sundowns concluiu a temporada sem derrotas em casa (seis triunfos e um empate). Manteve o impressionante registo em Pretória, tendo sofrido apenas três revés em 91 encontros disputados no seu estádio (65 vitórias e 23 empates) desde a estreia em 1994.

2 – Esta conquista marca o segundo título em quatro finais disputadas. Perdeu a decisão de 2001 contra o Al Ahly, venceu o Zamalek em 2016 e sofreu um revés ante o Pyramids FC em 2025. Foi o primeiro confronto final contra uma equipa não egípcia.

2 – A equipa registou duas expulsões durante a prova. Aubrey Modiba viu o cartão vermelho ante o Stade Malien nos quartos e Grant Kekana frente ao Esperance nas meias-finais. Ambos incidentes ocorreram em deslocação.

3 –À terceira tentativa, o técnico Miguel Cardoso conseguiu o título, após falhar nas duas finais anteriores. O seu Esperance cedeu ante o Al Ahly em 2024, e o Pyramids FC surpreendeu o Sundowns em 2025.

5 – Cinco atletas estiveram presentes em todos os 14 compromissos desta edição – o defesa Khuliso Mudau, os médios Teboho Mokoena e Marcelo Allende, o extremo Tashreeq Matthews e o avançado Arthur Sales.

5 – O colombiano Brayan Leon liderou a tabela de goleadores da equipa, com cinco golos em sete encontros como titular (e três como suplente) desde a sua chegada em janeiro. Ficou atrás apenas de Trezeguet, do Al Ahly, que somou seis golos.

6 – O guarda-redes Ronwen Williams manteve a baliza inviolada em seis dos 12 jogos que disputou. O melhor registo da competição pertenceu a N'Golo Traoré, do Stade Malien, com oito jogos sem sofrer golos em igual número de partidas.

8 – O português Nuno Santos foi o jogador mais influente do Sundowns, com oito contribuições diretas para golos. Marcou três vezes e forneceu cinco assistências, liderando também este capítulo.

10 – O empate (1-1) na final de domgado prolonga o jejum de vitórias em solo marroquino após dez tentativas. A equipa somou quatro empates e seis derrotas.

14 – Foram 14 jogos nesta edição, com oito triunfos, quatro empates e duas derrotas. Estas últimas ocorreram ante o Al Hilal na fase de grupos e o Stade Malien no regresso dos quartos.

20 – Kutlwano Lethlaku surpreendeu ao ser titular nos dois jogos da final. Com 20 anos, tornou-se no jogador mais jovem a começar uma final da Liga dos Campeões pelo clube sul-africano.

23 – A equipa marcou 23 golos em 14 encontros e sofreu 10. Treze desses golos foram em casa e 10 fora. No seu estádio, concedeu apenas três em sete partidas.

40 – O guarda-redes Denis Onyango foi o atleta mais veterano utilizado na prova. Tinha 40 anos, oito meses e 15 dias quando jogou na derrota por 2-1 ante o Al Hilal na fase de grupos.

1.239 – Khuliso Mudau foi o jogador com mais minutos em campo nesta edição, mais 11 do que Teboho Mokoena, o segundo classificado.