Javier Tebas revela intenção de sugerir acções contra os assobios ao hino de Espanha

Javier Tebas revela intenção de sugerir acções contra os assobios ao hino de Espanha

Javier Tebas declarou que planeia apresentar propostas para combater esta forma de desrespeito durante o seminário intitulado 'Geopolítica & Desporto', promovido em parceria com o CESEDEN.

"Do meu ponto de vista pessoal, se é obrigatório censurar o assobio a qualquer hino, como o do Egito, então o de Espanha merece ainda mais atenção. Como agora sou vice-presidente da Federação, vou esforçar-me para que se aplique alguma providência de modo a evitar que isto se repita. É essencial haver respeito, isto não se confunde com liberdade de expressão, tal como afirmou o meu colega Juan Carlos Rivero", declarou.

Adicionalmente, referiu as acções que a LaLiga implementou relativamente a certos cânticos no campeonato espanhol.

"Há vários anos que combatemos cânticos como 'P*** Espanha'. Já não se escutam expressões como 'P*** Espanha' ou 'P*** Catalunha'. Creio que urge descobrir uma resolução, pois isto transforma-se num debate que perdura durante dois dias e só regressa no ano seguinte, quando uma equipa do meu amado País Basco ou da Catalunha joga e invariavelmente há assobios", complementou Javier Tebas.

O líder da LaLiga ainda não divulgou os detalhes das acções, uma vez que tenciona debater o assunto com a RFEF.

"Estou a reflectir sobre elas, mas pretendo conversar com o presidente da Federação e com a Direcção na altura certa. Não é necessário inovar. Acredito que devemos pôr fim a esta situação que sempre integra a narrativa de uma final memorável da Taça do Rei, como a que assistimos no sábado. Passados cinco minutos de partida, todas as conversas nas redes sociais giravam em torno dos assobios ao hino. Isso não beneficia o desporto, nem Espanha, nem qualquer coisa. E penso que existem maneiras, pelo menos de tentar. O que não se alcançará é se não se experimentar e se não se atribuir relevância ao tema, que possui uma enorme importância", justificou.

"Quando organizamos os nossos jogos nos nossos recintos, os clubes enfrentam sanções e, se o clube detetar as indivíduos implicados, o processo avança. É preciso iniciar em algum ponto. Espanha enfrentou um procedimento por causa do Egito e ignoro se a Federação será penalizada ou não, mas as autoridades perseguiram a Federação, que geriu o evento e o público no estádio", concluiu Javier Tebas.