Selecionador da África do Sul desafia o Azteca na estreia do Mundial-2026: "85 mil mexicanos não jogam"

Selecionador da África do Sul desafia o Azteca na estreia do Mundial-2026: "85 mil mexicanos não jogam"

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Quando questionado sobre o impacto de enfrentar um estádio repleto, na sua maioria, por adeptos locais, Hugo Broos recorreu a um dos maiores clichés do futebol para retirar a pressão dos seus jogadores: "Os adeptos não jogam."

"Claro que é um estádio enorme. Estarão presentes 85 mil pessoas, 85 mil mexicanos. A única coisa que digo aos meus jogadores é para se concentrarem no plano de jogo. Isso é o mais importante. Porque 85 mil mexicanos não jogam. Eles apenas gritam", afirmou Hugo Broos.

"Se és a equipa da casa, é muito importante ter 85 mil pessoas a apoiar e a cantar. Mas, repito, temos de nos focar na nossa estratégia. Se não formos influenciados pelo barulho deles, podemos fazer um bom jogo amanhã", acrescentou o treinador belga.

2010 apenas na memória

Além de minimizar o fator bancada, Hugo Broos fez questão de afastar qualquer tentativa da imprensa de alimentar o ambiente com a nostalgia do último confronto entre as duas seleções em estreias em Mundiais.

Questionado se o emblemático empate 1-1 na abertura do Mundial-2010 — e o antológico golo marcado por Tshabalala em Joanesburgo — estava a ser usado como combustível para motivar o grupo atual, o selecionador sul-africano foi direto ao separar a história da realidade.

"Não acho que a equipa precise dessa inspiração. Aquele foi um grande momento para a África do Sul, mas foi há muito tempo. Agora é 2026", defendeu.

"Vamos jogar a partida de abertura amanhã contra o México. Os jogadores já estão entusiasmados e motivados o suficiente, não precisam realmente daquele golo do Tshabalala. Mas sim, é uma lembrança muito bonita", concluiu Hugo Broos.