Provocação a Heung-Min Son causa boicote da Coreia do Sul a meios de comunicação nacionais

Provocação a Heung-Min Son causa boicote da Coreia do Sul a meios de comunicação nacionais

Em 2018, Son foi dispensado do serviço militar após ganhar a medalha de ouro nos Jogos Asiáticos, tendo apenas realizado um treino básico de três semanas. Na Coreia do Sul, todos os homens com capacidade física entre os 18 e os 28 anos estão, em princípio, obrigados a um serviço militar rigoroso que pode durar até dois anos, dado que o país está formalmente em guerra com a Coreia do Norte.

Durante um treino antes do Mundial-2026, uma estação de televisão sul-coreana capturou uma conversa entre dois jornalistas, onde foram feitos comentários depreciativos sobre o tratamento especial dado a Son. A gravação foi exibida na íntegra na televisão, causando indignação.

"Grande choque e desilusão"

Em resposta, Son recusou-se a conceder entrevistas aos meios de comunicação depois da vitória por 2-1 no jogo de estreia contra a República Checa. A Federação Coreana de Futebol (KFA) criticou as "declarações inadequadas" e mencionou um "grande choque e desilusão" dentro da equipa.

Num comunicado, a KFA sublinhou que respeita o trabalho dos meios de comunicação, mas exige "respeito e confiança mútuos". A federação apelou a uma maior consideração por parte dos jornalistas e alertou para a necessidade de evitar situações semelhantes. A KFA não confirmou ao The Athletic se o boicote já terminou. Também a FIFA foi contactada para se pronunciar sobre o caso.

Son, que já fez 145 jogos pela seleção, atualmente joga no Los Angeles FC, na Major League Soccer (MLS) dos Estados Unidos. Anteriormente, o jogador de 33 anos representou o Tottenham na Premier League, assim como o Bayer Leverkusen e o Hamburgo na Bundesliga.

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