Mundial 2026: Messi volta a fazer história em fases finais após dias complicados

Mundial 2026: Messi volta a fazer história em fases finais após dias complicados

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"É uma questão que nada tem a ver com desporto. Passei por dias complicados, mas estou grato a toda a equipa e aos meus colegas, porque estiveram sempre comigo e deram-me muita força para ultrapassar isso", confessou o avançado e capitão aos jornalistas, no final do jogo da primeira jornada do Grupo J do Mundial 2026, realizado no Estádio Arrowhead, em Kansas City, nos Estados Unidos.

A Argentina, campeã mundial em 1978, 1986 e 2022, começou a defesa do título com uma vitória sobre a Argélia, baseada num inédito hat trick em Mundiais de Messi (17, 60 e 76 minutos), que igualou Klose no topo da lista dos melhores marcadores de sempre da competição, ambos com 16 golos.

O jogador do campeão norte americano Inter Miami deixou escapar algumas lágrimas na celebração do primeiro golo, antes de alcançar Klose, ao ultrapassar o brasileiro Ronaldo Nazário, com 15 golos, contra 14 do alemão Gerd Müller e do francês Kylian Mbappé, que até bisou horas antes na vitória sobre o Senegal (3 a 1), para a primeira jornada do Grupo I.

"Quando era miúdo, nunca imaginei viver tudo o que vivi. Isto é uma bênção. Conquistei tudo e mais alguma coisa e estou a desfrutar muito de um grupo fantástico, sentindo me bem em campo, como sempre gostei", destacou o recordista de Bolas de Ouro (oito), a uma semana de completar 39 anos e já depois de ter recuperado de uma lesão recente na coxa esquerda.

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Na noite em que se tornou o primeiro jogador a atuar em seis edições da principal prova internacional de seleções, com um recorde de 27 partidas, Messi juntou três golos aos 13 somados nas cinco primeiras presenças: um em 2006, nenhum em 2010, quatro em 2014, um em 2018 e sete em 2022.

Essa série começou há 20 anos exatos, quando, em 16 de junho de 2006, o avançado contribuiu para a goleada à então Sérvia e Montenegro (6 a 0), na Alemanha, sendo que agora estabeleceu a maior diferença entre o primeiro e o último golo de qualquer futebolista na história dos Mundiais.

"Adoro jogar futebol, é a minha paixão desde pequeno. Quando estou bem, dou o meu melhor. Temos visto a série do Rafael Nadal e identifico me muito. Somos parecidos nisso: quero dar sempre o meu melhor e sentir me bem. É assim que aproveito", referiu, em alusão ao recente documentário sobre o ex tenista espanhol, vencedor de 22 torneios do Grand Slam.

Na 200.ª internacionalização pela Argentina, ao serviço da qual conta 120 golos, Messi protagonizou o primeiro hat trick do Mundial 2026, para assumir a liderança isolada dos melhores marcadores, e esteve em campo até aos 80 minutos, com a FIFA a elegê lo como melhor jogador da partida.

"Felizmente, sinto me bem e conseguimos vencer. É importante começar a ganhar, porque o primeiro jogo nunca é fácil e tivemos um adversário difícil pela frente. A primeira parte custou nos bastante, mas depois fizemos a diferença. O nosso grupo está mais unido do que nunca e forte. Competimos, queremos mais e vamos lutar. A competição é renhida, todas as equipas estão bem preparadas e os jogos serão dinâmicos e intensos", analisou o futebolista mais velho a marcar três golos num jogo na prova.

Messi ultrapassou nessa estatística o português Cristiano Ronaldo, que fez um hat trick à Espanha em 2018 (3 a 3), então com 33 anos, e era o único a marcar em cinco edições, mas pode melhorar esse registo esta quarta feira, se festejar frente à República Democrática do Congo, em Houston, na abertura do Grupo K.

Em contraste com 1982 e 1990, quando começou a defesa do título a perder diante da Bélgica (1 a 0) e dos Camarões (1 a 0), respetivamente, a bicampeã sul americana Argentina ganhou na primeira jornada pela primeira vez desde 2014 e lidera o Grupo J, com os mesmos três pontos da Áustria, segunda classificada e vitoriosa sobre a Jordânia (3 a 1), em Santa Clara.