Protesto no México derruba estátuas ligadas ao Mundial-2026

Protesto no México derruba estátuas ligadas ao Mundial-2026

A manifestação foi organizada por um grupo dissidente do sindicato da educação, a CNTE, que ameaçou com mobilizações de grande escala durante a abertura do Campeonato do Mundo de futebol daqui a nove dias.

As estátuas com cinco metros de altura enfeitavam o Paseo de la Reforma e representavam jogadores de futebol dos países participantes.

Com cordas, os manifestantes puxaram as estruturas até as derrubarem, retiraram-lhes as camisolas e queimaram-nas.

"A CNTE vive", escreveram em graffiti vermelho sobre o manequim despido. "Se não houver solução, a bola não vai rolar", lê-se noutra inscrição.

Uma marcha da CNTE foi dispersada na véspera com gás lacrimogéneo perto da Praça do Zócalo, onde estará um 'fan fest' do Mundial. A polícia manteve até terça-feira um bloqueio dos acessos com barreiras metálicas, confirmou a AFP.

A CNTE exige salários mais elevados e a revogação de uma lei das pensões. Recusa um aumento salarial de 9% acordado pela direção oficial do sindicato com o governo.

"Devemos ser coerentes"

Os manifestantes derrubaram estátuas da Bélgica, França e Espanha. Uma com a camisola verde do México ficou de pé. A presidente, Claudia Sheinbaum, apelou a um protesto pacífico. O seu governo emitiu um comunicado a apelar ao regresso à mesa de diálogo.

"Se (Sheinbaum) chama crime a deitar abaixo umas estátuas, como chamará a tirar-nos os direitos; devemos ser coerentes", afirmou Juan Pablo de la Cruz, professor de 44 anos com duas décadas de experiência.

Os manifestantes fecharam faixas da Reforma e causaram caos no já caótico trânsito da capital.