Pape Thiaw, selecionador do Senegal: "Não seria de estranhar se vencêssemos a França"
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"Não vou voltar a discutir a CAN, somos campeões de África, a CAN já é passado. Agora estamos no Mundial, preparámo-nos devidamente, mantivemo-nos concentrados no jogo de amanhã", afirmou o selecionador em conferência de imprensa.
No dia 18 de janeiro, na final da Taça das Nações Africanas em Rabat, o Senegal venceu Marrocos por 1-0. Depois de um penálti marcado à seleção anfitriã nos minutos de compensação da segunda parte, logo após um golo anulado ao Senegal, vários jogadores senegaleses deixaram o relvado e adeptos tentaram invadir o campo e atiraram objetos.
Em meados de março, o tribunal de recurso da Confederação Africana retirou o título ao Senegal e atribuiu-o a Marrocos. Na sequência desta decisão, o Senegal recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).
Quando questionado sobre a memória do jogo de abertura do Mundial de 2002 e da vitória histórica do Senegal contra os campeões mundiais franceses de 1998 (1-0), Pape Thiaw, que integrava o grupo dos Leões de Teranga, quis deixar uma mensagem ao selecionador da época, o francês Bruno Metsu, falecido em 2013.
"O Bruno era como um pai para mim, o meu mentor", afirmou.
"Aprendemos imenso com ele, haverá um pouco do efeito Bruno no meu discurso. Vou incorporar na minha abordagem alguns ingredientes de Bruno Metsu para tentar alcançar a vitória. Não seria uma surpresa se vencêssemos a França, que possui jogadores de classe mundial. A França é a favorita, mas a nossa seleção já foi campeã africana, qualificámo-nos pela terceira vez consecutiva para o Mundial", explicou Pape Thiaw, acrescentando que todo o seu grupo está "à disposição", incluindo o defesa Kalidou Koulibaly, que se encontra a recuperar de uma lesão nas costas.
Questionado igualmente sobre a falta de adeptos provenientes do Senegal devido à recusa das autoridades norte-americanas em emitir vistos, Pape Thiaw afirmou que espera contar com a diáspora senegalesa nos Estados Unidos.
"Gostaríamos de ter os nossos adeptos connosco, eles dão-nos força nos momentos difíceis. Não os temos, mas temos uma grande comunidade aqui. Os senegaleses amam o seu país e a sua seleção, esperamos que amanhã o público esteja do nosso lado", afirmou.