Ancelotti garante que Seleção Brasileira "é resiliente e vai melhorar" contra o Haiti

Ancelotti garante que Seleção Brasileira "é resiliente e vai melhorar" contra o Haiti

Com Neymar novamente fora de combate devido a uma lesão na panturrilha direita, a Seleção Brasileira espera reencontrar o caminho certo após um empate pouco convincente de 1 a 1 contra o Marrocos, na estreia pelo Grupo C, no último sábado (13).

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"Começar bem é importante em uma Copa do Mundo, mas o mais importante é que a equipe, mais do que ser perfeita, precisa ser resiliente", disse o italiano em entrevista coletiva no Lincoln Financial Field.

"É preciso ser resiliente quando as coisas não vão bem. Não se pode desistir quando as coisas não saem como o esperado. Acredito que a equipe é resiliente e vai melhorar", acrescentou.

O treinador de 67 anos reconheceu mais uma vez o desempenho ruim de sua equipe na estreia e mencionou que poderá fazer "algumas mudanças" na escalação inicial.

"A autocrítica dos jogadores foi construtiva. Trabalhamos nos últimos dias para corrigir isso (a estreia ruim) e acredito que vamos conseguir. Mais cedo ou mais tarde, vamos resolver a situação. Continuo confiante de que esta equipe será competitiva na Copa do Mundo", afirmou.

Ele sustentou que não tem interesse em que o Brasil tenha uma identidade única e fixa. Em vez disso, espera que a equipe seja versátil o suficiente para lidar com diferentes adversários e situações de jogo.

"Minha equipe precisa ser capaz de fazer muitas coisas. Quero que meu time defenda em bloco baixo, ataque, aproveite a qualidade dos jogadores, seja agressivo no ataque, recue as linhas e defenda a própria área", observou.

Ancelotti afirmou que o jovem atacante Endrick é um "talento extraordinário" mas precisa de mais tempo para se firmar na seleção. O técnico italiano tem dado poucos minutos à jovem promessa, apesar da excelente temporada no Lyon que garantiu seu retorno ao Real Madrid.

"Ele é paciente, não tem pressa e é muito maduro para a sua idade. Além disso, sua família é muito próxima dele. Esse é um aspecto fundamental para um jogador jovem", declarou.

Carletto também elogiou o Haiti, que no papel é a equipe mais fraca do grupo e que fez um jogo duro contra a Escócia (perdendo por 1 a 0) em seu retorno à Copa do Mundo após uma ausência de mais de cinco décadas, desde a Copa da Alemanha Ocidental em 1974.

"Foi um jogo muito equilibrado. O Haiti mostrou ter atributos físicos e ser uma equipe bem organizada... É um adversário que devemos respeitar", afirmou.

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