Número do Jogo: Com uma única falta, Cabo Verde segura o favoritismo espanhol
Uma falta. O menor registo de qualquer seleção numa partida de Campeonato do Mundo desde 1966, segundo a Opta. Foi uma falta cedo, aos 16 minutos do primeiro tempo, quando o lateral Sidny Lopes Cabral fez uma entrada dura em Marcos Llorente.
Veja destaques de Espanha 0 x 0 Cabo Verde
Para dar contexto ao que isto significa, basta olhar para o outro lado do campo: a Espanha teve 74% de posse de bola. Tentou 27 remates. Completou 734 passes, com 92% de acerto. Tocou na bola 51 vezes dentro da área adversária. E apenas num momento Cabo Verde precisou de intervir.
Não foi preciso derrubar um adversário, puxar uma camisola ou travar uma jogada à força. Não foi sorte. Foi método.
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O treinador Bubista montou um sistema que não dependia de faltas para funcionar. Os cabo-verdianos venceram 39 duelos – mais um do que a Espanha – e fizeram 45 cortes, contra apenas 7 dos europeus. Disputaram, lutaram, defenderam. Só não precisaram de infringir as regras para isso.
Do outro lado, a Espanha cometeu 10 faltas a tentar furar a defesa adversária. E não conseguiu. Quando os remates chegavam à baliza (foram sete na direção da baliza), estava Vozinha. O guarda-redes de 40 anos fez sete defesas e parou 1,46 golo esperado, segundo o xGOT.
Uma falta. Zero golos sofridos. Um ponto conquistado na estreia histórica de Cabo Verde em Copas do Mundo. A disciplina foi uma bela virtude. E o maior pesadelo da Espanha.
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