Nani confia em Portugal: "Vamos ter um Mundial fantástico"
"Estou convicto de que dispomos de jovens talentos que já exibiram uma enorme maturidade, juntamente com alguns atletas com experiência no nosso grupo. Creio que vamos alcançar bons resultados neste Mundial e sinto-me bastante otimista. Acredito que podemos ganhar esta competição", afirmou no Portugal Football Summit Podcast, apresentado por Pedro Mendonça Pinto.
Vencedor do Europeu de 2016 ao serviço de Portugal, Nani destacou a progressão coletiva da seleção e a relevância da coesão no seio do plantel.
"A nossa maneira de jogar, como temos controlado as partidas, e penso que só necessitamos de descobrir uma maneira de estarmos unidos enquanto equipa. O grupo deve seguir todos no mesmo sentido e acredito que tudo correrá bem. Teremos um Mundial espetacular", afirmou.
Nani falou ainda sobre o papel de Cristiano Ronaldo na seleção, sublinhando que a sua influência ultrapassa em muito as suas atuações em campo: "A sua presença em jogo terá efeito. Vai fazer com que os outros jogadores se esforcem um pouco mais por ele, pela equipa e pela seleção nacional, pois existe uma bela história por trás de tudo isto e todos nós somos parte dessa história."
"Sabemos que o Cristiano não mobiliza apenas os adeptos portugueses. Ele mobiliza adeptos em todo o mundo. Vamos ter muitas pessoas de diferentes nacionalidades a apoiar Portugal. As pessoas querem vê-lo vencer o Campeonato do Mundo", acrescentou Nani.
O ex-internacional português, que somou 112 internacionalizações pela seleção, salientou igualmente o contributo de Bruno Fernandes: "Falar do Bruno é simples porque ele tem sido um jogador excecional ao longo de muitos anos. Partilhei o campo com ele e conheço a sua mentalidade e a sua constante vontade de vencer. Ele quer ser o melhor na sua posição, por isso oferece sempre algo à equipa. Podemos sempre contar com ele para dar o seu contributo."
Quando reflete sobre a sua decisão de regressar à carreira, Nani explicou as razões que o levaram a voltar aos campos.
"Na altura, parei, mas senti falta. E toda a gente me incentivava a continuar a jogar, porque, onde quer que fosse atuar, fosse num jogo amigável, levava tudo muito a sério. E jogava com muita energia. Diziam-me: 'Tens de continuar a jogar. Tu és capaz de jogar'", assumiu.
O antigo jogador da seleção portuguesa prosseguiu a sua carreira no FC Aktobe, no Cazaquistão, com responsabilidades que vão para lá do que acontece dentro do campo.
"Não era só jogar, mas também atuar como embaixador desta liga e deste clube, e transmitir um pouco da minha experiência aos jogadores e ao clube", explicou.