Mundial-2026: Portugal garante vaga à terceira tentativa com goleada histórica

Mundial-2026: Portugal garante vaga à terceira tentativa com goleada histórica

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Para marcar presença no Mundial-2026, a seleção nacional disputou apenas seis jogos em três meses e cedo ficou com um pé na prova que se realiza nos Estados Unidos, Canadá e México, após vitórias sobre a Arménia (5-0), em Erevan, Hungria (3-2), em Budapeste, e Irlanda (1-0), no Estádio José Alvalade.

No entanto, foi necessário adiar a festa da qualificação por duas vezes, devido a um empate inesperado com a Hungria (2-2), também em Alvalade, e a uma derrota na Irlanda (2-0), num jogo de memória negativa para a equipa de Roberto Martínez e especialmente para o capitão Cristiano Ronaldo.

Tudo ficou decidido no Estádio do Dragão, no Porto, na sexta e última jornada, naquela que foi a segunda maior goleada da história de Portugal, apenas superada pelos 9-0 ao Luxemburgo, no Algarve, a caminho do Euro2024.

Portugal terminou no primeiro lugar com 13 pontos, mais três do que a Irlanda (10), que seguiu para os play-offs, com a Hungria, com oito, e a Arménia, com três, a ficarem sem qualquer hipótese de estar no Mundial-2026.

A seleção portuguesa manteve-se assim totalista nas fases finais de grandes competições disputadas no século XXI (Mundiais e Europeus) e Roberto Martínez tornou-se no oitavo treinador a qualificar Portugal para um Campeonato do Mundo de futebol, e o terceiro estrangeiro, depois dos brasileiros Otto Glória e Luiz Felipe Scolari.

Foi em Erevan que a campanha lusa começou, em setembro do ano passado, com uma goleada de 5-0 sobre a Arménia, com dois golos de Cristiano Ronaldo, aos 21 e 46 minutos, e de João Félix, aos 10 e 61 minutos, e um golo de João Cancelo, aos 32 minutos.

Esta foi a primeira partida que Portugal disputou após a morte de Diogo Jota, que perdeu a vida num acidente de viação poucos meses antes, em julho.

Mas, três dias depois, o cenário foi bem diferente em Budapeste, com João Cancelo a garantir um difícil triunfo por 3-2 sobre a Hungria, teoricamente o rival mais complicado de uma fase de qualificação disputada apenas por quatro equipas.

Numa partida em que Roberto Martínez, de forma surpreendente, optou apenas por um defesa central de raiz, adaptando Rúben Neves para esse lugar, Varga deu vantagem aos húngaros, aos 21 minutos, mas Bernardo Silva respondeu, aos 36.

No Puskas Arena, palco da última final da Liga dos Campeões, Cristiano Ronaldo, de grande penalidade, aos 58 minutos, completou a reviravolta, mas Varga bisou, aos 84.

Quando o empate parecia certo, João Cancelo inventou um lance à entrada da área, aos 86 minutos, e assegurou o triunfo de Portugal.

Em outubro, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, o empate também esteve perto de acontecer, desta vez na receção à Irlanda, mas Rúben Neves, com o seu primeiro golo de sempre pela seleção nacional, deu a vitória (1-0) à equipa das quinas, com um cabeceamento certeiro, aos 90+1 minutos.

Poucos dias depois, o cenário foi outra vez Alvalade e a festa era quase garantida, mas um golo de Dominik Szoboszlai, aos 90+1 minutos, adiou a nona presença portuguesa, sétima consecutiva, em fases finais.

A seleção lusa esteve muito perto de garantir a qualificação, depois de Cristiano Ronaldo marcar, aos 22 e 45+3 minutos, tornando-se no melhor marcador de sempre das fases de qualificação para Mundiais e anulando o tento inaugural dos húngaros, marcado por Attila Szalai, aos oito minutos.

Tudo ficou adiado para novembro e para Dublin, mas a segunda oportunidade terminou ainda pior do que a primeira, com uma derrota no Aviva Stadium, por 2-0, e com Cristiano Ronaldo a ser pela primeira vez expulso com a camisola da equipa das quinas, ao jogo 226.

O avançado Troy Parrott bisou, aos 17 e 45, e na altura fez renascer a esperança irlandesa por uma presença no próximo Campeonato do Mundo, que acabou por morrer no play-off já em março deste ano.

No Dragão, perante a Arménia e sem o castigado Cristiano Ronaldo, Portugal adiantou-se por Renato Veiga (07 minutos), mas os forasteiros empataram através de Eduard Spertsyan (18), antes de Gonçalo Ramos (28), João Neves (30, 41 e 81), Bruno Fernandes (45+3, 51 e 72, o primeiro e o último de penálti) e Francisco Conceição (90+2) fixarem o resultado.