Mundial 2026: Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão como estreantes
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Com a prova a ser expandida em 16 equipas, as quatro estreias representam o maior número desde que, há duas décadas, seis seleções participaram pela primeira vez: Angola, Costa do Marfim, Gana, Togo, Trindade e Tobago e Ucrânia.
Apenas nas duas primeiras edições houve mais estreias: 13 em 1930 e 10 em 1934.
Cabo Verde, segunda equipa dos PALOP a qualificar-se (depois de Angola), conseguiu o apuramento ao ganhar o Grupo D africano com 23 pontos, superando Camarões (19), Líbia, Angola, Maurícia e Essuatíni.
Já Curaçau venceu o Grupo C da segunda fase de qualificação da CONCACAF, à frente do Haiti, Santa Lúcia, Aruba e Barbados, e depois ganhou o Grupo B da terceira fase, contra Jamaica, Trindade e Tobago e Bermuda.
Na qualificação asiática, o Uzbequistão ficou em segundo no Grupo E, atrás do Irão e à frente do Turquemenistão e Hong Kong, enquanto a Jordânia foi primeira do Grupo G, vencendo a Arábia Saudita, Tajiquistão e Paquistão, conseguindo ambas o apuramento.
Depois, na terceira fase, os uzbeques foram segundos do Grupo A, conseguindo o apuramento direto com o Irão (primeiro), e os jordanos também foram segundos no Grupo B, avançando para a fase final com a Coreia do Sul, vencedora do grupo.
O Mundial de 2026 terá quatro estreantes e mais 18 equipas que não participaram em 2022, incluindo o Haiti e a República Democrática do Congo, que só tinham estado em 1974 (os africanos como Zaire).
O Iraque repete a sua única presença, de 1986, enquanto três seleções europeias regressam 28 anos depois: Áustria, Escócia e Noruega, esta última com uma das grandes estrelas atuais, o avançado Erling Haaland.
Em 1998, os austríacos tinham feito a sétima participação, os escoceses a oitava e os noruegueses a terceira.
A Turquia estará presente pela primeira vez desde 2002, depois de ter sido terceira classificada no primeiro Mundial realizado em dois países, há 24 anos, na sua segunda participação (a estreia foi em 1954).
A República Checa fará a primeira aparição desde 2006, ano em que disputou o primeiro Mundial após o fim da Checoslováquia, que teve nove participações, com destaque para dois segundos lugares (1934 e 1962).
Depois de ausências em 2014, 2018 e 2022, regressam a África do Sul (anfitriã em 2010, terceira presença), o Paraguai (nona participação) e a Nova Zelândia (terceira).
Quanto às africanas Argélia (quinta presença) e Costa do Marfim (quarta) e à europeia Bósnia-Herzegovina, serão vistas pela primeira vez desde 2014.
Oito anos depois (com falhanço em 2022 pelo meio), reaparecem a Suécia (13.ª presença), a Colômbia (sétima), o Egito (quarta) e o Panamá (segunda).
Além dos quatro estreantes e 18 regressos, há 26 equipas que repetem a presença em 2022, incluindo o Brasil, que mantém o recorde de ter participado em todas as edições – vai para a 23.ª presença.
A tetracampeã Alemanha (21.ª participação) está presente em todas as edições desde 1954, a detentora do título e tricampeã Argentina (19.ª) desde 1974, a Espanha (17.ª) desde 1978 e a Coreia do Sul (12.ª) desde 1986, todas com mais de 10 participações consecutivas.
Desde 1994, o México (18.ª presença) esteve sempre presente e, a partir de 1998, nunca falharam França (17.ª), Inglaterra (17.ª) e Japão (oitava). Portugal (nona), presente consecutivamente desde 2002, é a outra seleção com presenças seguidas no século XXI.
A Suíça (13.ª) e a Austrália (sétima) não falham desde 2006, o Uruguai (15.ª) desde 2010, a Bélgica (15.ª), a Croácia e o Irão (ambos sétima) desde 2014, e Marrocos, Tunísia, Arábia Saudita (todas sétima) e Senegal (quarta) desde 2018.
Também repetem a presença, apenas para a segunda vez consecutiva após o regresso em 2022, os Países Baixos e os Estados Unidos (ambos na 12.ª participação) e o Canadá, Gana, Equador e Catar (todos na segunda).
Numa prova que foi expandida de 32 para 48 seleções, destaca-se a ausência da Itália, campeã mundial em 1934, 1938, 1982 e 2006, que falha o Mundial pela terceira edição consecutiva (já tinha faltado em 2018 e 2022).