Mundial 2026: Organização católica adverte que um terço dos países violam a liberdade religiosa
“Incentivamos os governos de todo o mundo a defender e proteger este direito humano fundamental, assegurando que todas as pessoas possam praticar, alterar ou partilhar livremente a sua fé, sem receio de discriminação ou perseguição”, afirma Marta Petrosillo, responsável do Centro de Estudos sobre Liberdade Religiosa da AIS e editora do Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo.
Num comunicado divulgado pela AIS, a organização católica alerta para a desigualdade na prática religiosa a nível global.
“Enquanto milhões de seguidores em todo o mundo acompanham o evento ao longo de quase um mês, outra realidade mundial merece destaque: são os milhões de pessoas que vivem em 14 dos países participantes e que continuam a enfrentar restrições à liberdade de religião ou de crença”, refere a AIS.
No total, de entre os 196 Estados analisados, a AIS identificou problemas de discriminação ou perseguição religiosa em 62, incluindo a República Democrática do Congo, contra a qual Portugal joga hoje.
De acordo com o referido relatório, três dos países participantes, Irão, Arábia Saudita e República Democrática do Congo, “estão classificados como locais de perseguição religiosa e outros 11 como países onde ocorre discriminação significativa que afeta a liberdade religiosa ou de crença”, acrescenta a organização católica.
“O Mundial junta pessoas de todas as culturas, religiões e nações”, mas é “também uma oportunidade para consciencializar sobre os desafios que milhões de pessoas em todo o mundo ainda enfrentam no exercício do seu direito fundamental à liberdade de religião ou de crença”, concluiu Marta Petrosillo, citada na nota.