Mundial-2026: Pauleta defende que união e talento guiam Portugal a grandes conquistas

Mundial-2026: Pauleta defende que união e talento guiam Portugal a grandes conquistas

Siga Portugal no Flashscore

“Num grupo todos, enfermeiro, roupeiro, médico, presidente, diretor, jogadores e treinador, têm de remar na mesma direção. Basta que um não o faça para surgirem problemas. Espero e acredito que tal não aconteça”, realçou à agência Lusa o ex-avançado, de 53 anos, segundo maior goleador da história das quinas, com 47 golos em 88 internacionalizações, e que esteve nos Mundiais de 2002 e 2006.

No Grupo K da fase inicial, Portugal vai defrontar a regressada República Democrática do Congo e o estreante Uzbequistão, ambos em Houston, nos dias 17 e 23 de junho, e a vice-campeã sul-americana Colômbia, em Miami, a 27 do mesmo mês (madrugada de 28 em Lisboa).

“Portugal tem todas as condições para superar esta fase. É evidente que a Colômbia é o adversário mais forte, mas o respeito por todos tem de estar sempre presente, porque não se pode facilitar num Mundial sob pena de sermos surpreendidos”, alertou Pauleta, que também participou nos Europeus de 2000 e 2004, com derrota contra a Grécia na final (1-0), em Lisboa.

A caminho da nona participação, a sétima consecutiva, na fase final do principal torneio internacional de seleções, Portugal tem como melhor resultado o terceiro lugar obtido logo na estreia, em 1966, em Inglaterra, e só esteve perto de repetir esse feito há 20 anos, na Alemanha, com o quarto lugar.

“A confiança (para 2026) é bastante grande, como é óbvio, visto que a qualidade é enorme em todas as posições e há jogadores que são figuras nos melhores clubes do mundo. Por isso, acredito muito na nossa seleção. Temos um grupo bastante unido, forte e com muita qualidade”, analisou o terceiro maior marcador da seleção das quinas em Mundiais, com quatro golos, atrás do saudoso Eusébio, que marcou nove em 1966, e do atual capitão Cristiano Ronaldo, que registou oito golos repartidos por 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022.

Pedro Resendes, mais conhecido por Pauleta no futebol, coloca Portugal num “lote de cinco ou seis equipas que podem ganhar”, mas, com base na sua experiência, recorda a importância de os jogadores “chegarem bem física e psicologicamente” à fase final depois de uma “época desgastante”.

“A preparação tem de ser igual à que tiveram até agora. Depois, se a bola entra, foi boa. Se não entra, foi má. Acredito que a preparação vai ser a melhor, porque conheço as pessoas que lideram a seleção, sabendo que não é fácil quando existe a possibilidade de jogar em dois países, como deverá acontecer com Portugal (se avançar para a fase a eliminar). Ainda assim, as dificuldades são iguais para todos”, sustentou.

Ex-avançado do Paris Saint-Germain, entre outros clubes portugueses e estrangeiros, Pauleta reconhece o impacto deixado pelo treinador espanhol Roberto Martínez, que sucedeu a Fernando Santos em 2023, conduziu a seleção das quinas à vitória na Liga das Nações pela segunda vez no ano passado e cujo contrato termina no final do Mundial 2026.

“Sei que há muitas opiniões contrárias, mas o trabalho está a ser bem executado. Roberto Martínez é uma pessoa de princípios, respeito e educação e merece o mesmo respeito da nossa parte. Depois, entre ganhar e perder, já se sabe como funcionam as coisas no futebol. Espero que tenha muito sucesso. Seria bom para todos nós”, afirmou.

Usando o exemplo de 2006, Pauleta sublinha que “torna-se muito mais fácil atingir objetivos quando há uma união muito forte entre todos”, porque, a partir desse momento, a qualidade dos jogadores “aparece sempre mais cedo ou mais tarde”.

A 23.ª edição do Campeonato do Mundo decorre de quinta-feira a 19 de julho e inclui pela primeira vez 48 seleções, num total de 104 partidas, com uma inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá.

“Espero que não se banalize o Mundial nem que as pessoas comecem a perder interesse, principalmente na fase de grupos, porque a prova deve ser vivida desde o primeiro dia. A maior parte dos jogos será nos Estados Unidos, que não é um país de futebol e tem um acesso difícil para os verdadeiros adeptos. É o que temos. Temos de aceitar e apoiar a seleção. É isso que peço aos portugueses: que estejamos unidos no apoio”, apelou.