Federação Portuguesa de Futebol confirma que Coimbra acolhe a Supertaça Cândido de Oliveira pela quinta vez
Esta novidade confirma a informação avançada pelo Flashscore na passada terça-feira. De acordo com a Federação Portuguesa de Futebol, o primeiro encontro da temporada 2026/27 terá lugar entre 31 de julho e 02 de agosto.
O estádio erguido para o Euro-2004, onde a Académica joga em casa, vai receber a 48.ª edição, colocando frente a frente o FC Porto, campeão nacional e recordista de títulos (24) e presenças (34) na final, e o estreante Torreense, vencedor da Taça de Portugal.
Coimbra substitui o Estádio Algarve, palco do dérbi lisboeta na edição de 2024/25, após cinco finais em Aveiro entre 2020 e 2024, no duelo entre os dragões e os azuis e grenás, agendado para 31 de julho ou 01 ou 02 de agosto.
A cidade do Mondego recebe novamente a Supertaça Cândido de Oliveira, 22 anos após o FC Porto ter vencido o Benfica, já no novo estádio de Coimbra, com um golo solitário do então reforço azul e branco Ricardo Quaresma, aos 56 minutos, garantindo a 14.ª Supertaça para os portistas.
Na altura, os campeões europeus, orientados por Victor Fernandez (que substituiu Luigi Del Neri, que por sua vez tinha rendido José Mourinho e foi despedido antes do início da temporada), venceram os encarnados, treinados por Giovanni Trapattoni.
Esta foi a única ocasião em que Coimbra recebeu a final em jogo único, após ter sido palco das finais de 1990/91, 1992/93 e 1999/2000, quando a prova era disputada a duas mãos.
As duas primeiras finais, entre FC Porto e Benfica, foram decididas nos penáltis, ambas com vitória dos dragões.
Primeiro, os azuis e brancos, treinados pelo brasileiro Carlos Alberto Silva, superaram os encarnados de Tomislav Ivic na edição de 1990/91, disputada a 09 de setembro de 1992, nos penáltis por 4-3, com Vítor Baía a defender uma tentativa de Mostovoi, após empate 1-1 no prolongamento.
Já a 17 de agosto de 1994, os azuis e brancos conquistaram o troféu relativo à temporada 1992/93, sob o comando do inglês Bobby Robson, após empates 1-1 no tempo regulamentar e 2-2 no prolongamento, beneficiando de um erro do defesa central brasileiro William para vencerem por 4-3 nos penáltis frente às águias, orientadas por Artur Jorge.
Na última final a duas mãos, após empates nas Antas (1-1) e em Alvalade (0-0), a Supertaça de 1999/2000 foi decidida em Coimbra, no final da temporada seguinte, a 16 de maio de 2001, antes do Boavista se sagrar campeão nacional. Os penáltis voltaram a ser decisivos: Acosta converteu o castigo máximo para a vitória do Sporting, garantindo o primeiro título de Manuel Fernandes como treinador, com o resultado de 1-0, depois de Schmeichel ter defendido uma cobrança de Deco.
Para além de Coimbra, Algarve e Aveiro, a final em campo neutro da Supertaça já se realizou noutros quatro estádios, com Leiria a liderar (duas ocasiões), e também Vila do Conde, Setúbal e Guimarães, com uma cada.
Em 1979, a edição inaugural foi disputada num único jogo, no Estádio das Antas, no Porto, onde o Boavista surpreendeu o campeão FC Porto, recordista de troféus com 24, mais do que todos os outros vencedores somados.
O Torreense será o 18.º clube a disputar o troféu, procurando ser o sexto a conquistálo e juntarse no palmarés a Benfica (10), Sporting (nove), Boavista (três) e Vitória SC (um).
Além das finais realizadas em Coimbra (1990/91 e 1992/93), disputadas nas épocas de 1992/93 e 1994/95, a competição teve outras três finais, duas em Paris (1993/94 e 1994/95), após a primeira em 1984/85, a única edição decidida em quatro jogos, já que o desempate também foi a duas mãos, em casa e fora.
A 30 de janeiro passado, no Congresso do Futebol Português, a Federação Portuguesa de Futebol admitiu a possibilidade de alargar a Supertaça Cândido de Oliveira para quatro equipas, com meiasfinais e final a realizar no estrangeiro.
Menos de um mês depois, o presidente da FPF, Pedro Proença, apresentou aos sócios da federação a mesma intenção, até 2028.