Mundial-2026: Oceano diz que intensidade põe Portugal mais perto do seu valor

Mundial-2026: Oceano diz que intensidade põe Portugal mais perto do seu valor

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Esta equipa sabe que é muito forte quando joga com intensidade, não dá tempo ao adversário para pensar, muda de setores rapidamente e coloca vários jogadores em zonas de finalização. É isso que Portugal precisa. Se o fizer, as coisas vão correr bem, de certeza”, salientou à agência Lusa o antigo médio, de 63 anos, que somou 54 internacionalizações e oito golos e comandou as seleções de sub-21 (2009-2010) e de sub-20 (2023-2026).

Portugal, detentor da Liga das Nações, e Croácia, finalista derrotada em 2018 e terceira classificada em 1998 e 2022, medem forças na quinta-feira, às 19:00 locais (00:00 de sexta-feira em Lisboa), no Estádio BMO Field, em Toronto, no Canadá, nos 16 avos de final do Mundial-2026, fase inédita na história da prova, disputada pela primeira vez por 48 seleções.

O vencedor vai ter pela frente nos oitavos a campeã europeia Espanha, vencedora em 2010 e finalista derrotada da última Liga das Nações, ou a Áustria, que alinham no mesmo dia em Inglewood, nos Estados Unidos.

Se jogar sem velocidade nem reação à perda da bola e com muito espaço entre setores, Portugal terá problemas com qualquer adversário, sobretudo se este tiver muita técnica. O meio-campo é um dos setores mais fortes da Croácia, pelo que Luka Modric e Mateo Kovacic têm de ser pressionados e não lhes podem dar tempo e espaço para pensar”, notou Oceano Cruz, cujo ciclo de três anos nos sub-20 terminou este mês, a seguir à conquista do Torneio Maurice Revello, anteriormente conhecido por Torneio de Toulon.

Qualificado pela sexta vez, e terceira consecutiva, em nove participações para a fase a eliminar, Portugal fechou o Grupo K no segundo lugar, com cinco pontos, contra sete da Colômbia e quatro da RD Congo, ambas também apuradas, e nenhum do estreante Uzbequistão.

Acreditando nas palavras do selecionador (Roberto Martínez), acho que a seleção saiu reforçada (da primeira fase). Testou algumas coisas, rodou e tentou dar descanso a alguns atletas importantes. Portugal tem sido muito criticado, mas creio que vamos ver uma equipa muito mais próxima do seu valor contra a Croácia. O Mundial é uma prova de regularidade. Não interessa começar a 100% e, depois, acabar o caminho a meio”, advertiu.

Totalista no triunfo de Portugal diante da Croácia (3-0), na terceira e última jornada do Grupo D do Euro-1996, em Inglaterra, onde as duas seleções se defrontaram pela primeira vez, Oceano Cruz deseja que a equipa treinada pelo espanhol Roberto Martínez cresça de produção ao longo da fase final.

Os lusos vêm de um empate frente à Colômbia (0-0), no qual permitiram 24 remates ao vice-campeão sul-americano - não concediam tanto num jogo em Mundiais há 20 anos -, já depois de outra igualdade com a República Democrática do Congo (1-1) e de uma vitória perante o Uzbequistão (5-0).

Na primeira partida, Portugal não teve muitos jogadores na área. Frente ao Uzbequistão, colocou gente na área e no último terço. Já neste último jogo, teve imensa distância entre setores. A defesa, se calhar com receio da profundidade, baixou muito e havia espaços entre linhas para nomes como James Rodríguez ou, na segunda parte, Juan Fernando Quintero tomarem conta das incidências. Agora, eles vão aprendendo as lições com o passar destes encontros”, analisou o ex-médio do Sporting, entre outros clubes.

Portugal foi a 19.ª seleção mais rematadora na primeira fase, ao somar as mesmas 37 tentativas do Irão, incluindo 12 enquadradas - nove frente ao Uzbequistão -, sendo que, entre os 12 cabeças de série, acompanhou o coanfitrião Canadá entre os únicos a passarem abaixo do primeiro lugar.