De la Fuente: "À medida que os dias passam, confio cada vez mais nesta equipa"

De la Fuente: "À medida que os dias passam, confio cada vez mais nesta equipa"

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Exigência: "Os que mais exigimos de nós próprios somos nós. É preciso percorrer um caminho, adaptar-se aos adversários, ir progredindo, e nós estamos nesse percurso. Mas já estamos a ver melhorias desde que chegámos em certos automatismos. Estou satisfeito com o que se viu até agora. Mas agora já não há margem para erro".

O entendimento entre Olmo e Lamine: "Os jogadores que convivem no mesmo clube têm maior proximidade futebolística. É normal. Mas isto é uma seleção. A desvantagem é a falta de tempo. Mas têm tanto talento que conseguem ultrapassar essas desvantagens para tirar todo o seu potencial. A virtude está em saber combinar tudo isto. Essa é a nossa virtude".

Grimaldo e a sua queixa por não jogar: "São futebolistas que vêm de ser protagonistas e, por lógica matemática, de 26 só jogam 11. São insaciáveis, têm ambição. Mas há algo mais importante, que eles próprios marcaram com a sua atitude e comportamento: o respeito e a convivência. Sabem que todos podem jogar. Procuram sempre o bem da equipa e do colega. Aqui não existem os egos que há noutras equipas".

É a hora da verdade: "À medida que os dias passam, confio cada vez mais cegamente nesta equipa. Para mim, são os melhores do mundo. Há muito equilíbrio neste campeonato. Não têm havido assim tantas surpresas, embora para outros sim. Continuo a ser realista, exigente, mas também mais otimista".

Gerir a expectativa: "Queremos estar no País das Maravilhas, que não existe. Nem no futebol. Todos têm as suas armas. Quem dominar todos os cenários está mais perto de vencer. Mas a nossa autoexigência é muito maior do que aquela que vem de fora. Somos verdadeiros competidores. Mas quando se encontra um grande adversário pela frente, é mais difícil".

França, a grande favorita: "Sim, mas não é novidade e não garante nada, apesar de chegarem numa grande forma. Embora o mais importante seja o dia 19, a final".

Como estão os lesionados? "A recuperação de Yeremy Pino foi milagrosa. Não houve fratura, graças a Deus. O Víctor também está, mas já não compete há algum tempo. E o Nico, que pensava ter novamente uma lesão grave, tem apenas algumas queixas moderadas que o impedem de jogar amanhã. Mas estamos muito otimistas para o próximo jogo".

A confiança de Lamine Yamal: "É otimista e muito seguro das suas capacidades e das dos seus colegas. Temos consciência do nosso potencial. São palavras muito positivas".

O nível de Rodri e Pedri: "Vejo-os muito bem. A melhorar e a crescer. Todos os dias têm mais confiança e mais segurança. Não nos esqueçamos do Fabián, do Zubimendi. Estão em perfeitas condições. Até agora estiveram muito bem. Jogue quem jogar, é sempre uma boa escolha porque são muito bons".

Os condicionantes do Mundial, viagens longas, clima: "O descanso e a recuperação são determinantes, não podemos arranjar desculpas. O "é que" e o "e se" não fazem parte de mim. Somos afortunados por desfrutar destas viagens e destes períodos de descanso. Todos os profissionais que temos respondem perfeitamente às exigências dos jogadores".

A marca das grandes penalidades: "Tentamos trabalhar todos os cenários possíveis com base no conhecimento que temos do adversário. Pode-se ter uma lista ideal de jogadores para marcar, mas pode acontecer não estarem disponíveis. Nesse momento veremos".

A energia da Áustria: "É uma equipa muito agressiva. Conhecemos a Áustria e sabemos que deu um salto de qualidade nos últimos anos. Vai ser um jogo com muitos duelos ofensivos e defensivos. Se recuarem, é preciso fazer circular a bola e ser eficaz em espaços curtos".

A escolha dos marcadores de penáltis: "Marcar um penálti é algo muito importante. Nem todos têm perfil para o fazer. O aspeto psicológico é fundamental e cada um sente-o de forma diferente. Só lhes peço que o marquem como fariam num jogo".

A maldição das eliminatórias no Mundial: "Esta seleção está habituada a superar maus momentos".

México, favorita? "Está a fazer um campeonato sensacional. Cada vez é mais favorita e tem mais hipóteses. Pode vencer qualquer adversário, está com o apoio do seu povo. Somos as duas únicas equipas que ainda não sofreram golos e têm um país inteiro a apoiá-las. Isso pesa".

Porro e Llorente, utilizados alternadamente: "São diferentes. Contra uma equipa mais recuada, o Pedro tem vantagem, mas o Marcos consegue repetir esforços de forma sensacional. Quando vemos como queremos atacar e defender, decidimos. Mas as mudanças não acontecem por estar mais ou menos inspirado, mas sim por perceber quem são os jogadores que melhor se adaptam a cada situação".

O Lamine está pronto para jogar 90 minutos? "Já está pronto para jogar tudo o que lhe for exigido. Fomos muito prudentes com os tempos, como em todas as lesões. Mas está muito bem. Veremos se joga".