Mundial 2026: João Pinheiro é o nono árbitro português numa fase final
João Pinheiro integra o grupo de 52 árbitros principais que irão apitar os 104 encontros do Mundial 2026, a realizar-se nos Estados Unidos, Canadá e México, de quinta-feira a 19 de julho, e que tem Portugal inserido no Grupo K, com a República Democrática do Congo, Colômbia e Uzbequistão.
Com 38 anos e profissão de advogado, foi elevado à primeira categoria da arbitragem portuguesa em 2015, é internacional desde 2016 e desde 2025 está na categoria de elite da FIFA. Terá como assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia.
Natural da associação de Braga, este árbitro apitou esta temporada a Supertaça Europeia, na qual o Paris Saint Germain derrotou o Tottenham nos penáltis. Vai substituir Pedro Proença, atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, enquanto juiz de campo numa fase final do Mundial.
Antes de Pedro Proença, em 2014, Portugal já tinha sido representado em campo por Vieira Costa (1954), Joaquim Campos (1958 e 1966), Saldanha Ribeiro (1970), António Garrido (1978 e 1982), Carlos Valente (1986 e 1990), Vítor Pereira (1998 e 2002) e Olegário Benquerença (2010).
No Mundial de 2018, na Rússia, Portugal não contou com nenhum árbitro principal, mas teve Artur Soares Dias e Tiago Martins como videoárbitros (VAR). Já no Mundial de 2022, no Catar, não houve qualquer presença lusa.
O primeiro árbitro a estar numa fase final foi Vieira Costa, no Mundial de 1954, na Suíça, onde apitou a vitória da então Alemanha Federal (RFA) sobre a Turquia (4-1), a contar para o Grupo 2, seguindo-se Joaquim Campos na Suécia, em 1958, e em Inglaterra, em 1966.
Em 1958, apitou o empate entre a RFA e a Irlanda do Norte (2 a 2), no Grupo 1, e em 1966 esteve também num jogo, na vitória da Argentina sobre a Suíça (2-0), no Grupo 2.
No México, em 1970, Saldanha Ribeiro arbitrou o encontro do Grupo 4 entre Bulgária e Marrocos (1-1), ao passo que em 1978, na Argentina, e em 1982, em Espanha, foi António Garrido o nomeado.
Na sua estreia, apitou apenas uma partida, a vitória da Argentina sobre a Hungria (2-1), do Grupo 1, e em 1982 tornou-se no primeiro árbitro português a dirigir mais de um jogo na mesma edição de um Mundial.
Esteve no Inglaterra França (3-1), do Grupo 4, e depois arbitrou a disputa pelo terceiro e quarto lugares, onde a Polónia derrotou a França (3-2), que continua a ser a fase mais avançada da competição com um árbitro português.
Carlos Valente (México 1986 e Itália 1990) e Vítor Pereira (França 1998 e Coreia do Sul Japão 2002) também participaram em duas edições seguidas.
Carlos Valente arbitrou um jogo em 1986, na vitória da França sobre a Hungria (3-0), no Grupo C, e em 1990 esteve em dois: o Argentina Roménia (1-1), do Grupo B, e o triunfo da Itália sobre a República da Irlanda (1-0) nos quartos de final.
Vítor Pereira, por sua vez, esteve em 1998 no Croácia Jamaica (3-1), do Grupo H, e no Alemanha México (2-1), nos oitavos de final, enquanto em 2002 arbitrou o Dinamarca França (2-0), do Grupo A, e Estados Unidos México (2-0), também dos oitavos.
Em 2010, Olegário Benquerença esteve presente na África do Sul e foi o primeiro árbitro a participar em três partidas da mesma edição de uma fase final. Arbitrou a vitória do Japão sobre os Camarões (1-0), no Grupo E, e o empate da Nigéria com a Coreia do Sul (2-2), do Grupo B, antes de terminar nos quartos de final, na vitória do Uruguai sobre o Gana, decidida nos penáltis (4-2, após um 1-1 no fim dos 120 minutos).
O último árbitro português a estar numa fase final foi Pedro Proença, no Brasil, em 2014, que também participou em três partidas. Esteve no Croácia Camarões (4-0), do Grupo A, e no Colômbia Japão (4-1), do Grupo C, antes de arbitrar a vitória dos Países Baixos sobre o México (2-1), nos oitavos de final.