Mundial 2026: Casa Branca justifica exclusão de árbitro somali e de responsáveis iranianos
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O juiz somali Omar Artan, embora tivesse visto de entrada nos EUA, foi recusado à chegada. Mais tarde, a FIFA comunicou que o mesmo não iria arbitrar no torneio. Já cerca de 15 elementos da equipa técnica do Irão viram o seu visto americano negado.
"Até ao momento, 35 seleções entraram nos Estados Unidos. Nenhum jogador ou treinador foi impedido de aceder", afirmou Giuliani num debate organizado pelo think tank Atlantic Council em Washington.
"Alguns responsáveis tiveram a entrada negada e por razões válidas", disse, sublinhando a importância de evitar que "indivíduos maliciosos entrem no país disfarçados de participantes no Mundial" de futebol, que arranca na quinta-feira.
"Um árbitro não foi aceite. Não posso dar pormenores, mas posso assegurar que foi por um motivo plenamente justificado", garantiu o representante da Casa Branca, revelando que falou com o secretário da Segurança Interna, Markwayne Mullin, e com o diretor da patrulha fronteiriça (CBP).
Os motivos da recusa a Omar Artan, que já apitou na Taça das Nações Africanas (CAN), não foram divulgados. A CBP explicou a decisão com "questões ligadas à averiguação do seu historial".
"Toda a equipa técnica do Irão pode entrar. Há dirigentes iranianos que não podem, também por razões bem fundamentadas", acrescentou Giuliani, sem dar mais explicações.
"Como é de calcular, há quem se apresente como treinador mas pode não o ser", prosseguiu, aludindo especialmente à eventual inclusão de indivíduos "que colaboram diretamente com os Guardas da Revolução", o exército ideológico da República Islâmica.
As incertezas em torno da concessão de vistos americanos por causa do conflito no Médio Oriente levaram a seleção iraniana a mudar o seu centro de estágio de Tucson (Arizona) para Tijuana, no México, ainda que os três jogos da fase de grupos sejam nos Estados Unidos.