Casa Branca justifica impedimento de árbitro somali e de dirigentes iranianos
O árbitro somali Omar Artan, embora tivesse visto de entrada nos Estados Unidos, foi rejeitado à chegada ao país. Posteriormente, a FIFA anunciou que ele não arbitragaria durante o torneio. Já cerca de 15 elementos da equipa técnica da seleção iraniana viram o visto americano recusado.
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"Até ao momento, 35 equipas conseguiram entrar nos Estados Unidos. Nenhum jogador ou treinador foi proibido de entrar", declarou Giuliani durante uma palestra organizada pelo grupo de reflexão Atlantic Council em Washington.
"Houve dirigentes cuja entrada foi recusada e por boas razões", afirmou, referindo a necessidade de evitar que "pessoas mal-intencionadas entrem no país a pretexto do Mundial", que começa na quinta-feira.
"Houve um árbitro que não foi aceite. Não posso dar pormenores, mas posso afirmar que foi por um motivo perfeitamente justificado", garantiu o responsável da Casa Branca, sublinhando que conversou com o secretário da Segurança Interna, Markwayne Mullin, e o chefe da patrulha fronteiriça (CBP).
Os motivos da rejeição de Omar Artan, que já arbitrou na Taça das Nações Africanas (CAN), são desconhecidos. A CBP justificou a decisão com "problemas relacionados com a verificação do seu passado".
"Toda a equipa técnica iraniana pode entrar. Há dirigentes iranianos que não podem, novamente por motivos muito justificados", acrescentou o sr. Giuliani, sem fornecer mais pormenores.
"Como podem imaginar, há pessoas que afirmam ser treinadores, mas talvez não o sejam", continuou, salientando especialmente a possível presença entre eles de pessoas "que trabalham diretamente com os Guardiões da Revolução", o exército ideológico da República Islâmica.
Questões acerca da obtenção de vistos americanos devido ao conflito em curso no Médio Oriente obrigaram a seleção iraniana a transferir o seu centro de estágio de Tucson (Arizona) para Tijuana, no México, embora dispute os seus três jogos da fase de grupos nos Estados Unidos.
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