Matheus Nunes: "Sou português e brasileiro, mas no futebol tenho uma dívida muito maior para com Portugal"

Matheus Nunes: "Sou português e brasileiro, mas no futebol tenho uma dívida muito maior para com Portugal"

Acompanhe neste espaço as incidências e a crónica do encontro

Mau tempo: "Acho que não é nada normal. Não conseguimos antecipar o que a natureza nos reserva. No Mundial de Clubes já aconteceu igual, portanto é apenas uma questão de adaptação."

Planeamento: "Estamos preparados. As duas semanas que passámos em Portugal foram uma continuação de toda a temporada. Estamos prontos e vamos continuar prontos para o dia 17."

Presença nos convocados: "Já pensava nisso. Precisava de muitos minutos na minha equipa para conseguir esta oportunidade. Em todas as convocatórias tentei dar o meu melhor. É um sonho para todos nós estar aqui. Estou muito contente e vou dar tudo."

Mais lateral ou mais médio? "Sinto-me bem em ambas. Estou à vontade nas duas posições, já estou mais que habituado. Já atuei também a extremo esquerdo e sinto-me confortável. Neste momento não tenho preferência."

Seleção com cinco laterais: "Isso é uma decisão do treinador. Temos jogadores muito versáteis, capazes de atuar em várias posições. Todos temos de estar preparados."

Aprendizagens do Mundial de Clubes para o Mundial-2026: "É mais em relação a situações imprevistas. Temos de estar preparados. Ontem aconteceu no treino, pode acontecer no jogo. Se tivermos de esperar 15 ou 30 minutos, temos de esperar."

Biografia de Diogo Jota: "Comecei a ler o livro no voo para aqui. É por curiosidade minha, para descobrir aspetos que desconhecia. Já encontrei pormenores sobre o que se passou. Não vou comentar, pois é algo pessoal. A carreira do Diogo foi de superação e todos podemos aprender com isso. Foi uma carreira bonita e de enorme sucesso. Tenho a certeza de que ele nos protege e levamo-lo nos nossos corações e no nosso pulso."

Resultados inesperados neste Mundial: "Sabemos que o Mundial é uma competição rápida e, quando defrontamos todas as seleções, todas têm qualidade. Teoricamente podem ser mais fracas no papel, mas no jogo tudo pode suceder."

Do Ericeirense para o Mundial: "Não imaginava, mas sempre sonhei que pudesse acontecer. Trabalhei muito. Tenho muito orgulho no meu trajeto, sempre trabalhei para ser melhor, com o apoio de amigos e família. Grande parte do que sou deve-se a eles. Sinto-me muito realizado. Estou contente, mas quero vencer. Vamos trabalhar para isso."

O simbolismo do número 6: "Pode significar muito, mas também pode não significar nada. Temos de estar preparados para o dia 17 e depois veremos como será no final."

Elogios e críticas de Pep Guardiola: "É como tudo na vida. Num fim de semana somos os melhores do mundo, depois na quarta-feira já não somos suficientemente bons. Tento lidar com isso de forma equilibrada. As críticas fazem parte do trabalho. Somos todos profissionais e temos de saber geri-las. Temos de nos concentrar no nosso quotidiano."

O que viu deste Mundial? "Ainda não vi nenhum jogo completo. Do que vi, jogos bonitos, ambientes e atmosferas especiais e bonitas. É um prazer estar aqui. Temos de tirar conclusões dos nossos treinos e jogos."

Perspetiva pessoal para o Mundial: "Tentar aproveitar ao máximo. Diria que o Mundial é a competição mais bonita do mundo. Estamos a representar o nosso país. Jogamos por 10 milhões de pessoas. O sentimento que quero ter no final é orgulho. Seria muito bom sair com o título, mas, se não sairmos, que possamos sair de cabeça erguida e com a consciência de que demos tudo."

Cristiano Ronaldo: "Sentimos orgulho. É um enorme prazer viver este Mundial com ele, que também é muito especial para ele."

Ausência de Rúben Dias do treino: "Claro que queremos que esteja presente. É muito importante, tem uma grande importância para a nossa seleção. É um dos líderes, dentro e fora do balneário. Espero que esteja bem."

Idas à praia: "Já fazia parte do plano de trabalho, para nos adaptarmos ao clima. Passo o ano inteiro em Manchester e não faz tanto calor. A diferença é enorme. Fazia parte do plano, para nos adaptarmos ao clima e ao sol. Não faz sentido criar esta polémica à volta disso."

Final Portugal-Brasil? "Para mim seria especial. O que quero é estar na final, contra quem for. Mas seria especial, claro. Diria que foi muito difícil tomar a decisão de escolher Portugal. Sinto-me igual. Sou português e brasileiro. Mas no futebol devo muito mais a Portugal. Foi onde passei o período em que comecei a jogar futebol a sério e que me deu oportunidades. Tenho muito orgulho em ter escolhido Portugal."

Família torce por quem? "Tem de perguntar a eles. Os meus familiares no Brasil iam torcer pelo Brasil, a minha mãe ia torcer por Portugal. Quando eu estava prestes a escolher, a minha mãe teve uma opinião muito forte, que era a seleção que eu devia escolher."

Ligação com o Brasil: "Laço muito forte. Sempre que tenho oportunidade, vou lá. Nos últimos quatro anos fui três vezes. Costumo ir ao Rio. Tenho muita família a viver lá. Tento visitar a minha irmã. Os laços mantêm-se, muitos amigos no Rio de Janeiro que vêm ver jogos. Adoro a cultura, a minha mãe está sempre a fazer comida brasileira. Tal como os laços que tenho com Portugal. Sinto que sou metade, metade."

Jogar com Cristiano na seleção: "Nunca me imaginei a jogar com Cristiano. Há 10 anos estava a jogar na 6.ª divisão, por isso não. Para nós é uma honra enorme. Não preciso de falar da grande figura que ele é, estamos felizes. Se conseguirmos ganhar o título, seria algo grandioso."