Gabriel Barbosa sofre suspensão do STJD por gesto obsceno e fica de fora do Santos no regresso do Brasileirão

Gabriel Barbosa sofre suspensão do STJD por gesto obsceno e fica de fora do Santos no regresso do Brasileirão

Uma vez que o atleta acabou por ser expulso na jogada após intervenção do VAR comandado por Wagner Reway, a sanção imposta pela 3.ª Comissão Disciplinar não será cumulativa, fazendo com que falte apenas no encontro frente ao Botafogo, na semana de 22 de julho, no reinício da prova nacional.

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A jogada que originou a punição ocorreu logo depois de o avançado balançar as redes e marcar o terceiro golo santista. Ao festejar perto da bancada, Gabriel Barbosa respondeu às críticas de um adepto segurando as suas partes íntimas, atitude que levou o árbitro Rafael Rodrigo Klein a mostrar o cartão vermelho direto após rever as imagens no monitor.

Inserido no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que avalia condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva, o jogador foi alvo de fortes críticas da procuradora Beatriz Calheta, que realçou o peso do comportamento do atleta.

"Trata-se de um jogo de competição nacional, envolvendo um atleta amplamente conhecido e que exerce grande influência sobre o público, especialmente os mais jovens. Por esse motivo, o gesto obsceno praticado durante a celebração ultrapassa os limites da conduta desportiva, revela um comportamento desrespeitoso e é incompatível com a imagem que se pretende promover no futebol", afirmou.

Justificação de Gabriel Barbosa

Durante a audiência, a defesa do Peixe, representada pelo advogado Marcelo Mendes, seguiu a linha de que o avançado admitiu o erro, mas argumentou que ele não tinha noção de que o ato constituía uma infração, mesmo sendo dirigido à própria torcida do Santos.

Sob o argumento de que se tratava de um réu primário, os advogados pediram a pena mínima convertida apenas em advertência. Contudo, o auditor relator Rafael Bozzano rejeitou o pedido de conversão, citando os casos de André e Allan, do Corinthians.

"O respeito à urbanidade e o dever de os atletas manterem uma conduta compatível com os valores do desporto exigem que tanto os adeptos adversários como os da própria equipa sejam respeitados", destacou Bozzano. O voto foi acompanhado pelos auditores José Maria Philomeno, Marina Volpato e pela presidente da Comissão, Adriene Hassen.

Punição financeira

Além da ausência de um dos seus principais atacantes, o Santos saiu da sessão do STJD com um prejuízo financeiro. O clube foi multado em R$ 1 mil com base no artigo 206 do CBJD por ter provocado um atraso de dois minutos no regresso do intervalo, o que acabou por atrasar o início da segunda parte em um minuto.

A procuradoria tentou endurecer a punição, solicitando o valor máximo permitido devido ao facto de o Alvinegro Praiano já acumular outras 14 ocorrências de atraso ao longo desta temporada, mas os auditores optaram por manter a dosimetria padrão de R$ 1.000 fixos para encerrar o julgamento.