Gabigol suspenso por um jogo após gesto obsceno e falha o Santos

Gabigol suspenso por um jogo após gesto obsceno e falha o Santos

Uma vez que o futebolista foi expulso na sequência desse lance, após intervenção do VAR, liderado por Wagner Reway, a suspensão aplicada pela 3.ª Comissão Disciplinar não será cumulativa. Assim, Gabigol vai falhar apenas o jogo contra o Botafogo, agendado para a semana de 22 de julho, no recomeço do campeonato brasileiro.

A jogada que originou a sanção ocorreu imediatamente após o avançado ter marcado o terceiro golo do Santos. Durante a celebração junto à bancada, Gabigol reagiu aos protestos de um adepto ao tocar nas partes íntimas, comportamento que fez com que o árbitro Rafael Rodrigo Klein lhe mostrasse o cartão vermelho direto, depois de consultar as imagens no monitor.

Inserido no artigo 258.º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva, o futebolista foi fortemente criticado pela procuradora Beatriz Calheta, que salientou a seriedade do seu comportamento.

“Trata-se de um jogo de uma competição nacional, que envolve um atleta amplamente conhecido e com grande influência sobre o público, especialmente os mais jovens. Por isso, o gesto obsceno realizado durante a celebração ultrapassa os limites da conduta desportiva, mostra um comportamento desrespeitoso e é incompatível com a imagem que se deseja promover no futebol”, afirmou.

Justificação de Gabigol

No julgamento, a defesa do Santos, representada pelo advogado Marcelo Mendes, defendeu que o avançado reconheceu o erro, mas manteve que o futebolista não tinha consciência de que o ato constituía uma infração, ainda que tivesse sido direcionado aos próprios adeptos do clube.

Com o fundamento de que Gabigol era primário neste tipo de processo, os advogados solicitaram a aplicação da pena mínima, convertida apenas numa advertência. Contudo, o auditor relator Rafael Bozzano recusou o pedido de conversão, mencionando os casos de André e Allan, do Corinthians.

“O respeito pela urbanidade e o dever de os atletas manterem uma conduta compatível com os valores do desporto exigem que sejam respeitados tanto os adeptos adversários como os da própria equipa”, salientou Bozzano. O voto foi seguido pelos auditores José Maria Philomeno, Marina Volpato e pela presidente da Comissão, Adriene Hassen.

Punição financeira

Para além de ficar sem um dos seus principais avançados, o Santos saiu da sessão do STJD também com uma sanção financeira. O clube foi multado em 170 euros, ao abrigo do artigo 206.º do CBJD, por ter causado um atraso de dois minutos no regresso do intervalo, o que acabou por atrasar o início da segunda parte em um minuto.

A procuradoria procurou agravar a penalidade, solicitando a aplicação do valor máximo permitido, uma vez que o Alvinegro Praiano já registava outras 14 ocorrências de atraso durante a temporada. No entanto, os auditores decidiram manter a dosimetria padrão de 170 euros para concluir o julgamento.