Mundial 2026: Riazor como ponto de partida para uma Espanha com ausências
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A Roja pretende vencer desde o início e começar a criar esse espírito de união e de grupo para mobilizar todo um país em torno da possibilidade de conquistar a segunda estrela. Riazor acolhe um encontro que, noutras circunstâncias, passaria completamente despercebido devido ao adversário e à falta de estímulos, mas a poucos dias da estreia na prestigiada competição, as expectativas para ver a seleção nacional já são elevadas.
Este não será o único jogo que os homens de Luis de la Fuente vão disputar antes da aguardada estreia frente a Cabo Verde, pois vão também enfrentar um Peru que não conseguiu garantir o tão desejado apuramento. Contra os sul-americanos, na verdade, o teste será ainda mais exigente: o grupo de apoio não estará presente e os últimos a juntarem-se ao estágio já terão acumulado mais sessões de treino.
O treinador de Haro confirmou em conferência de imprensa que não vão participar no jogo contra o conjunto iraquiano os três futebolistas que continuam no departamento médico (Lamine Yamal, Nico Williams e Víctor Muñoz). Está claro, portanto, que a principal lacuna está agora nas alas, pelo que a presença de atacantes como Yéremy Pino ou Ferran Torres parece mais do que provável. Também não entram na convocatória os que se juntaram esta quarta-feira (Fabián Ruiz, Martín Zubimendi e David Raya).
"A IA parece-me fantástica e é o futuro, mas confio mais nas pessoas. Dou mais valor ao que possam dizer os profissionais e os meios de comunicação. Não tem mais importância do que o reconhecimento, que valorizamos por tudo o que foi feito até agora. É histórico porque há mais seleções com hipóteses reais de vencer", afirmou De la Fuente na quarta-feira, consciente de que há várias candidatas a levantar o troféu.
No único confronto entre ambos, a atual campeã da Europa sofreu bastante para derrotar o seu duro e sólido adversário: em junho de 2009, um ano antes de conquistar o Mundial, os de Vicente del Bosque venceram pela margem mínima graças a um cabeceamento certeiro de David Villa, garantia de golo durante a sua bem-sucedida carreira profissional. Xabi Alonso brilhou nesse dia, em que a seleção fechou a fase de grupos só com vitórias (tinha já vencido Nova Zelândia e África do Sul).
Onzes prováveis:
Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Marc Pubill, Marc Cucurella; Rodri Hernández, Pedri González, Pablo Gavi; Yéremy Pino, Ferran Torres e Mikel Oyarzabal.
Iraque: Jalal Hassan; Hussein Ali, Akam Hashem, Zaid Tahseen, Merchas Doski; Youssef Amyn, Amir Al Ammari, Aimar Sher, Zidane Iqbal; Ali Al Hamadi e Aymen Hussein.