Descontente, Ancelotti reconhece falta de agressividade do Brasil diante de Marrocos

Descontente, Ancelotti reconhece falta de agressividade do Brasil diante de Marrocos

“Temos de continuar a trabalhar para conseguirmos uma equipa mais equilibrada e mais agressiva no ataque. Precisamos de acertar mais”, declarou o italiano. Nos amigáveis recentes, a pressão sobre o adversário, que esteve ausente na estreia frente aos marroquinos, foi um ponto forte da equipa.

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A análise de Ancelotti é apoiada pelo que se observou em campo. Durante grande parte do primeiro tempo, o Brasil teve dificuldades em competir com a intensidade dos marroquinos, especialmente no meio-campo.

A seleção africana dominou as ações até metade da primeira parte, criou as melhores oportunidades e abriu o marcador com Ismael Saibari, que apareceu livre no meio da defesa brasileira.

O empate surgiu graças a uma jogada individual de Vinícius Júnior, que evitou um cenário ainda mais complicado para a Seleção Brasileira. O golo, aos 32 minutos de jogo, foi o primeiro remate à baliza do Brasil no encontro.

Na leitura de Ancelotti, o problema não se limitou ao ataque. Ele também identificou falhas de organização e equilíbrio coletivo, sobretudo sem a posse de bola.

“No primeiro tempo tivemos alguns problemas de equilíbrio da equipa. O que temos de melhorar é bastante evidente. A equipa vai melhorar no próximo jogo”, prometeu.

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Apesar das críticas, Ancelotti tentou relativizar o resultado. O treinador lembrou que as estreias em Copas do Mundo costumam ser complicadas e salientou que não se esperava uma equipa já afinada no primeiro compromisso do torneio.

O importante agora, segundo o técnico do Brasil, é corrigir os problemas identificados mantendo a confiança.

“Não podemos perder a confiança. A nossa confiança é total. O objetivo é qualificarmo-nos para a próxima fase e melhorar com o tempo”, afirmou.

O treinador também evitou individualizar responsabilidades pela atuação abaixo do esperado. Para ele, os problemas foram coletivos e não consequência do desempenho de um ou outro jogador. Ao mesmo tempo, deixou claro que alterações na equipa não estão descartadas para os próximos compromissos. “Podem existir alterações dependendo do adversário”, afirmou, reforçando que pretende utilizar todo o plantel ao longo da competição.

Ancelotti também reconheceu que a pressão natural de uma estreia de Copa do Mundo pode ter influenciado o comportamento dos jogadores. Questionado sobre a ansiedade demonstrada pela equipa, admitiu que o fator emocional pode ter pesado em alguns momentos da partida. “A pressão é muito alta.”

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