Comentário: O turnaround do Inter e o prodígio da Lazio em uma semana vibrante da Coppa Italia

Comentário: O turnaround do Inter e o prodígio da Lazio em uma semana vibrante da Coppa Italia

Vamos analisar por etapas. A formação de Cristian Chivu logrou inverter o resultado frente ao Como nos instantes derradeiros de uma partida eletrizante. Como ocorrera na Serie A instantes antes, o Como assumiu a dianteira graças a uma atuação notável, principalmente na etapa inicial, porém ao cabo a inexperiência e certas distrações penalizaram gravemente a turma de Cesc Fàbregas.

O Como detinha uma margem de dois golos e, concretamente, o encontro parecia resolvido quando Hakan Calhanoglu encurtou para 1-2. Assane Diao ainda dispôs de chance para marcar o 1-3, o qual teria selado o confronto e esvaziado a motivação do Inter de Milão, mas falhou na finalização. O Inter recomçou aos poucos, igualou e terminou vitorioso, em boa medida devido à brilhante performance de Petar Sucic.

Tratou-se de um revés severo para o Como, que esteve perto da final da Taça de Itália e de erguer um prémio significativo, sobre todo após despachar o conjunto mais potente do torneio. Nenhuma pessoa antevia que alcançassem a final ou levassem a taça, mas ao estar tão próximo do ápice, a frustração amplifica.

O Como e Fàbregas podem extrair lições valiosas dessa vivência e não se deve ignorar que a qualificação às meias-finais já constitui um êxito notável para eles. Malgré vários episódios de tensão e inquietude, os Nerazzurri posicionam-se agora na disputa pela dobradinha. O campeonato parece assegurado, ou ao menos é remoto que outrem supere o Inter. Na taça, o derradeiro entrave é a Lazio. Inesperadamente, a outra semifinalista surge como a escuderia dirigida por Maurizio Sarri.

Ninguém previa tal cenário

No arranque da temporada, ninguém conceberia esta situação. Sarri e sua gente atravessaram montanhas e vales, com um período de contratações estagnado e mais obstáculos. O ex-técnico do Nápoles sustentou a direção e logrou coesionar o elenco, superando a Atalanta de Raffaele Palladino nos penáltis.

O embate foi quase unidirecional, com Gianluca Scamacca e companheiros gerando múltiplas chances para tomar a frente ou assegurar o triunfo, incluindo dois golos invalidados. Contudo, a Lazio exibiu tenacidade e um desejo imenso de atingir a final a qualquer preço. Inicialmente, uma demonstração repleta de garra e honra, prosseguida por uma madrugada fantástica para o novato guarda-redes Edoardo Motta, que realizou defesas inesquecíveis que perdurarão na recordação dos torcedores da Lazio.

Findo o jogo, a Atalanta reclamou de múltiplas arbitragens, e há espaço para debate, mas o desfecho persiste e foi a Lazio quem celebrou. Quase um prodígio, considerando o ambiente em que Sarri e seus atletas operam, entre conflitos com a direção, a gerência e inclusive os torcedores, que desde há tempo contestam Claudio Lotito.

Ninguém contava com a Lazio na final da Taça de Itália e tal conquista representa um mérito colossal para Sarri. Ao mesmo tempo, urge refletir para Lotito, já que seu comandante provou capacidade para gerir todo tipo de turbulência. O obstáculo final é o Inter, o esquadrão mais robusto de Itália, que pode ingressar à final com mente serena e concentração total na Taça de Itália. Não será simples para ambas as partes, ainda que o Inter parta como predileto.

A Lazio, no entanto, aparenta atravessar uma daquelas temporadas escassas e encantadoras em que, apesar de todas as adversidades, algo benéfico emerge. Chivu ante Sarri, dois mestres com abordagens bem distintas. Ou será a dobradinha e o triunfo para o primeiro, ou salvação e uma euforia imprevista para o segundo. Quem triunfará?