Colômbia e Portugal duelam pela liderança e RD Congo busca classificação histórica
De um lado, nomes que brilham e impressionam com números no cenário mundial. Do outro, uma conquista inédita pode marcar a história da seleção congolesa.
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A última rodada do Grupo K reúne dois cenários distintos, mas igualmente decisivos. Em Miami, Colômbia e Portugal disputam a liderança da chave no primeiro confronto da história entre as seleções. Ao mesmo tempo, a República Democrática do Congo encara o eliminado Uzbequistão de olho em uma classificação que seria uma das grandes surpresas da primeira fase.
Os números apontam para um equilíbrio no confronto principal e destacam peças que, inicialmente, não seriam protagonistas nas seleções que disputam a liderança. A Colômbia lidera com 100% de aproveitamento, quatro gols marcados e apenas um sofrido.
A equipe venceu o Uzbequistão por 3 a 1 e superou a RD Congo por 1 a 0, garantindo a vaga antecipadamente. Luis Díaz é a principal referência ofensiva, enquanto James Rodríguez lidera a criação das jogadas.
Daniel Muñoz é a surpresa efetiva da equipe: se destaca pela intensidade no lado direito, tanto no ataque quanto na defesa. O lateral-direito anotou gols nas duas partidas deste Mundial.
Portugal aparece logo atrás com quatro pontos e o melhor ataque do grupo, com seis gols. Depois do empate em 1 a 1 com a RD Congo na estreia, reagiu com uma goleada por 5 a 0 sobre o Uzbequistão. Agora, apenas a vitória interessa para terminar na primeira colocação.
Na seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo voltou a balançar as redes na goleada da 2ª rodada, com Bruno Fernandes comandando a criação e Vitinha registrando um dos maiores índices de precisão nos passes entre os titulares.
O meio-campista já era tido como destaque, porém surpreende ao apresentar números que o colocam como o coração da equipe.
Além da liderança, o duelo marca um capítulo inédito. Colômbia e Portugal nunca se enfrentaram, seja em amistosos ou competições oficiais. O primeiro encontro é justamente em uma Copa do Mundo.
Conquista histórica
Enquanto os holofotes estarão voltados para o duelo entre sul-americanos e europeus, a República Democrática do Congo entra em campo alimentando o sonho da classificação. A seleção africana somou apenas um ponto, mas mostrou competitividade ao empatar com Portugal e perder para a Colômbia por apenas 1 a 0.
Em 180 minutos diante dos favoritos, sofreu somente dois gols, desempenho que evidencia sua principal característica: a consistência defensiva.
A média da equipe está bem abaixo dos favoritos, mas surpreende pela efetividade. A base dessa campanha está na segurança da dupla Chancel Mbemba e Aaron Wan-Bissaka, enquanto Yoane Wissa lidera as transições ofensivas e Cédric Bakambu oferece presença de área.
Contra um Uzbequistão que chega eliminado e com oito gols sofridos em duas partidas, o Congo vê a melhor oportunidade para confirmar a condição de azarão e buscar uma vaga entre os classificados para a fase eliminatória.
O Grupo K encerra a fase de grupos reunindo dois ingredientes que raramente caminham juntos: um confronto inédito entre candidatos à liderança e a possibilidade de uma seleção africana transformar uma campanha consistente em classificação histórica.
Grupo K
27 de junho (sábado)