Mundial-2026: Endrick "em paz" com o papel de suplente, confia plenamente em Ancelotti

Mundial-2026: Endrick "em paz" com o papel de suplente, confia plenamente em Ancelotti

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O avançado do Real Madrid não foi utilizado no jogo de estreia do Brasil frente a Marrocos, jogou 26 minutos diante do Haiti, entrou nos instantes finais contra a Escócia e foi utilizado durante 45 minutos frente ao Japão.

Os adeptos têm pedido que Endrick tenha um papel mais relevante desde o início do torneio mas, antes do confronto dos oitavos de final de domingo frente à Noruega, o jovem elogiou Ancelotti, que também o treinou no Real Madrid, por colocar a equipa acima dos interesses individuais.

"Ele não vai fazer o que é melhor para mim, vai fazer o que é melhor para a equipa. Ele não tem receio de tomar decisões difíceis; faz o que acha correto, e as coisas acontecem. É como se Deus estivesse a olhar por ele. Porque, seja o que for que o Carlo faça, as coisas acabam por correr bemQuando o treinador me pede para fazer algo, não olho para trás; faço simplesmente o que ele me pede", afirmou Endrick.

Questionado se a incerteza sobre o seu tempo de jogo o afetaria, Endrick disse que se mantém tranquilo.

"Acho que vou dormir como um bebé. Vou estar mesmo em paz porque, antes de ir dormir, penso que o mais importante é aquilo que faço: rezar, falar com Deus e confiar que tudo acontecerá no momento certo", disse.

Endrick referiu que, aos 19 anos, só o facto de integrar o grupo de 26 jogadores do Brasil no Mundial já era um marco significativo.

"Estou muito grato por estar aqui; para mim, só o facto de fazer parte deste grupo e jogar num Mundial já é uma vitória em si. Estou muito bem preparado para este momento, mas somos 26 jogadores e todos estamos à espera da nossa oportunidade. O importante é estar pronto quando ela surgir", indicou.

Endrick afirmou que o trabalho anterior com Ancelotti no Real Madrid ajudou-o a compreender os métodos do treinador italiano.

"Ele foi o meu primeiro treinador quando cheguei à Europa. Para mim, tê-lo como primeiro treinador foi uma das melhores experiências que tive na minha carreira. Na minha primeira época com (Ancelotti) no Real, joguei bastante. Foram alguns minutos aqui e ali, mas estava a entrar praticamente em todos os jogos. Ele dizia-me para estar calmo, que o meu momento iria chegar", recordou.

Endrick apontou para o golo de Gabriel Martinelli vindo do banco no último jogo do Brasil como prova de que a gestão do plantel por parte de Ancelotti pode dar frutos.

"O treinador é um dos melhores do mundo; sabe exatamente o que fazer. Sinto-me muito à vontade com ele e sigo sempre os seus conselhos", vincou.