Ataque avassalador e plantel de estrelas fazem Portugal sonhar com o título do Mundial
Forças individuais
No meio campo, Vitinha, do PSG, destaca se como um dos grandes ícones da evolução portuguesa. Eleito o melhor em campo na final da Liga dos Campeões contra o Arsenal, o jogador estabeleceu marcas impressionantes na decisão, com 141 passes e 162 toques na bola.
Ao longo da temporada europeia, ninguém acertou mais passes do que ele: foram 5234 no total e 3001 no campo adversário, números que reforçam a sua capacidade de controlar o ritmo das partidas, algo que pode ser decisivo num Mundial marcado por calor e alta intensidade.
Consulte a tabela do Mundial
Outro nome central é Bruno Fernandes. O médio chega ao Campeonato do Mundo após a temporada mais produtiva da sua carreira na Premier League pelo Manchester United, com 9 golos e 21 assistências. Além disso, quebrou o recorde histórico de assistências numa única edição da liga inglesa, superando marcas de jogadores como Thierry Henry e Kevin De Bruyne.
Pela seleção, também foi protagonista nas Eliminatórias: na goleada por 9 a 1 sobre a Arménia, marcou três golos e criou oito ocasiões. Nos amigáveis mais recentes contra os Estados Unidos e o Chile, participou diretamente em três golos.
Siga Portugal x RD Congo com narração ao vivo do Flashscore
A grande referência ofensiva, contudo, continua a ser Cristiano Ronaldo. O craque que procura a artilharia histórica de Portugal em Mundiais, faltando um golo para igualar e dois para superar Eusébio. CR7 foi o principal goleador de Portugal nas Eliminatórias, com cinco bolas na rede e liderou a equipa em finalizações, com 31 tentativas. Ele também apresentou o maior índice de golos esperados do plantel: 5,73 xG. Mesmo aos 41 anos, o avançado continua a ser uma das principais armas da seleção portuguesa na luta pelo título inédito.
Coletivo poderoso
Coletivamente, Portugal chega ao Campeonato do Mundo mostrando um dos ataques mais agressivos da Europa. Nas Eliminatórias, foi a seleção europeia que mais finalizou, com uma média de 25 remates por partida. Também manteve uma média de 8,3 finalizações no alvo por jogo, ficando atrás apenas de Espanha (9,6) e Croácia (8,5) neste aspeto entre as equipas do continente.
A força ofensiva portuguesa também se nota na pressão sobre o adversário. Portugal foi a seleção que mais marcou golos após roubos de bola no campo ofensivo, com uma média de 0,5 golo por partida neste tipo de jogada. Além disso, registou 2,3 remates por jogo depois de recuperar a posse no ataque, ficando atrás apenas da Bélgica, que teve uma média de 2,5.
Diante da República Democrática do Congo, na estreia do Campeonato do Mundo, Portugal inicia a caminhada em busca do sonho, da taça que falta na sua história. Com uma geração repleta de talentos, líderes experientes e números que mostram a força da equipa, a seleção portuguesa chega ao torneio com um plantel capaz de transformar a expectativa em realidade.