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Autarquia do Porto confirma proposta de estádio do Salgueiros mas aguarda avaliação técnica integral

Autarquia do Porto confirma proposta de estádio do Salgueiros mas aguarda avaliação técnica integral

A câmara municipal confirma ter recebido do emblema que compete no Campeonato de Portugal, o quarto nível do futebol nacional, um plano para a possível edificação de um novo espaço desportivo, destacando que a submissão surgiu por iniciativa exclusiva do clube.

Neste momento inicial, é essencial esclarecer que se resume unicamente a uma sugestão oficial submetida à autarquia, que requer uma exame técnico exaustivo. Não se deve assumir como certo qualquer formato de propriedade, administração ou utilização do equipamento futuro, justifica a autarquia numa declaração escrita à agência noticiosa.

Realizar-se-á uma verificação minuciosa, alinhada com as normas urbanas, legais, económicas e de património relevantes antes de qualquer conclusão, visando proteger a promoção do bem comum e a prudência no controlo das contas públicas.

Apenas depois desta verificação será viável concluir de maneira imparcial se a sugestão constitui um benefício para a urbe, tanto em termos desportivos como de planeamento urbano. Por isso, o que limita o avanço do dossier nesta etapa é justamente a obrigatoriedade de respeitar escrupulosamente todos os trâmites legais e especializados, conclui.

Na quinta-feira anterior, o líder do clube, Pedro Seixas, declarou à agência que apresentou um plano para erguer um novo estádio em Paranhos, na área da Charca de Arca d’Água, com o intuito de resolver um dilema antigo de um símbolo sem sede fixa há anos.

No que toca a áreas de preparação, estamos bem estruturados. Falta o local onde os adeptos possam congregar em ótimas condições. Estou convicto de que o retorno a Paranhos impulsionará bastante o emblema, a paróquia e a própria metrópole. Com um relvado numa posição central, acessos facilitados e entorno atrativo, voltaremos a colorir a freguesia de vermelho em todos os domingos de jogos caseiros, afirmou.

Um dia antes, o Salgueiros anunciou ter exibido há sete dias o plano do novo espaço numa sessão com a Câmara do Porto, resultante de diálogos entre as entidades nos meses precedentes.

O Salgueiros concebeu um estádio com 5000 assentos e relva natural, em oposição ao artificial do Complexo Desportivo de Campanhã, onde treinam múltiplas equipas do clube, desde os sub15 até ao plantel principal.

Para além do aproveitamento desportivo, o Salgueiros antecipa outras utilizações no território integrado na Unidade Operativa de Planeamento e Gestão número 7, que inclui uma zona ajardinada na conexão com Arca d’Água, prevendo também um parque de recolha subterrâneo, com dois níveis e aproximadamente 700 vagas.

A estrutura localizava-se a 10 minutos a pé da base do Salgueiros, desprovido de instalação própria desde a demolição do Estádio Engenheiro Vidal Pinheiro onde actuava como local desde 1932 e nas suas 24 presenças no escalão maior em 2006 para instalar uma paragem de metropolitano.

O novo relvado devia ter sido erguido nos solos de Arca d’Água, entregues pela Câmara do Porto ao Salgueiros em 1997 e posicionados a cerca de 1,5 quilómetros do Vidal Pinheiro, entre a Via de Cintura Interna e a Rua de Monsanto, conforme o plano vigente.

Entraves económicos, burocráticos e partidários obstruíram o termo da construção, amid vários litígios judiciais, originando num dos locais escavados uma lagoa espontânea apelidada de Charca de Salgueiros.

Após a saída da I Liga em 2001/02, o Salgueiros actuou nas últimas duas décadas em vários recintos dos municípios adjacentes ao Porto, até firmar com a edilidade em 2018 um pacto de concessão do Complexo de Campanhã, numa fase em que já havia renascido com o nome, símbolo e historial do emblema originário, dissolvido em 2005 devido a dificuldades financeiras.

A três rondas do término da Série B do Campeonato de Portugal, o Salgueiros ocupa o sexto posto, com 31 pontos, três sobre a linha de despromoção, distanciado da etapa de ascensão à Liga 3 e esforçando-se por impedir o declínio ao futebol regional portuense pela primeira vez desde 2019/20.