Unai Simón entra para a elite dos melhores guarda-redes da história dos Mundiais

Unai Simón entra para a elite dos melhores guarda-redes da história dos Mundiais

Recorde as incidências da partida

Porque o guarda-redes da seleção espanhola, segundo os dados da BeSoccer Pro, já somava 429 minutos sem sofrer golos antes do duelo frente à Áustria. Depois desse jogo, no qual disputou mais 90 minutos e manteve a sua baliza inviolada, passou de oitavo nesse ranking a liderá-lo à frente de lendas da baliza como Walter Zenga (Itália) e Peter Shilton (Inglaterra), além de retirar do pódio um tal Iker Casillas. 

Nesse dia deixou também para trás o alemão Sepp Maier, o italiano Gianluigi Buffon, o brasileiro Emerson Leao e o inglês Gordon Banks. Um feito que foi complementado depois pelo facto de ter mantido a sua baliza inviolada em seis dos seus primeiros sete jogos num Mundial, superando até o que Zenga fez na sua altura. É, de facto, o primeiro guarda-redes da história a manter a baliza a zeros durante seis jogos consecutivos nesta competição. 

Frente a Portugal voltou a acrescentar mais minutos a esse registo de invencibilidade. E então chegou o duelo frente à Bélgica e o fim da série. O total acumulado entre o golo de Tanaka na fase de grupos do Mundial do Catar e o tento de De Ketelaere nos quartos do dos Estados Unidos, México e Canadá, um total de 649 minutos sem sofrer qualquer golo. 

Espanha também faz história

Apesar do debate inicial sobre quem deveria ser o guarda-redes titular da seleção espanhola após as excelentes épocas de Joan García e de David Raya, o técnico Luis de la Fuente manteve firme a sua convicção de que Unai Simón é o melhor. 

O jogador do Athletic deixou algumas dúvidas nos lances aéreos frente ao Uruguai, mas manteve-se seguro no resto das ações de perigo dos uruguaios. Chegou mesmo a mostrar o seu domínio com os pés ao fazer um drible na sua própria área. Confiança não falta ao guarda-redes do Athletic. Frente à Áustria quase nem teve de intervir. Jogo tranquilo para ele. E frente a Portugal foi mais posto à prova, mas respondeu de forma brilhante. Frente à Bélgica, o primeiro remate à baliza foi golo.

Em todo o caso, ninguém pode negar que a aposta em Unai resultou em pleno para La Roja. Juntamente com ele, Cubarsí, Laporte e Cucurella jogaram todos os minutos possíveis. E com a ajuda de Marcos Llorente em dois jogos e Pedro Porro em três, além do resto da equipa, esta Espanha já superou em algo a que foi campeã em 2010: passou a fase de grupos sem sofrer qualquer golo. A primeira vez que o consegue. E avançou duas eliminatórias também sem retirar uma bola da sua baliza... até aos quartos de final.