Tribunal mantém leilão do Estádio do Bessa mas impõe alterações ao processo de venda

Tribunal mantém leilão do Estádio do Bessa mas impõe alterações ao processo de venda
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O Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia recusou o pedido de contestação para interromper a venda, porém fontes ligadas ao clube revelaram à Lusa que a sentença exige modificações no andamento do leilão, o qual prossegue até 20 de maio com a mediação da Leilosoc.

"A partir do pedido formulado pelo clube e por um credor, o tribunal ordenou realizar de imediato modificações no procedimento do leilão, sem interrompê-lo", afirmaram essas fontes, destacando que a equipa do clube "trabalha na resolução final".

A liderança de Rui Garrido Pereira contestara o leilão ao afirmar que ele "não representa integralmente a situação dos bens", insistindo na importância de assegurar a "transparência e credibilidade" no processo.

O pedido, apresentado a 24 de abril, procurava proteger o ativo imobiliário principal do clube, o Estádio do Bessa, um espaço de 78 mil metros quadrados reaberto para o Euro-2004, mas parado desde maio de 2025 por determinação das autoridades.

A alienação dos bens, incluindo o estádio e o complexo desportivo, ocorre em formato digital até 20 de maio, com valor base total de 37,9 milhões de euros (ME).

A venda judicial, que vai até 20 de maio, enfrenta oposição da claque Panteras Negras, o grupo de adeptos mais influente dos axadrezados, que manifestou planos de recorrer aos tribunais para suspender o leilão e anular o procedimento.

Esta alienação de ativos faz parte da insolvência do Boavista, cuja liquidação fora aprovada em setembro de 2025 face a dívidas que ultrapassam 150 ME.

Para além do património agora em leilão, o processo de venda da massa insolvente, gerido pela Leilosoc, já envolveu a cessão de garagens, lojas e apartamentos próximos do recinto.

A Câmara Municipal do Porto negou envolver-se para impedir o processo, delegando a solução nos órgãos do Boavista.