FPF quer “mais transparência e qualidade no investimento que chega a Portugal"
No sábado, na Cidade do Futebol, em Oeiras, além do novo modelo de regulação do investimento, também será discutido o desenvolvimento do futebol feminino e a harmonização regulamentar, segundo adiantou à Lusa o dirigente.
“Encontrámos uma realidade em que já cerca de dois terços do investimento que existe presente em sociedades desportivas portuguesas, pelo menos parte dele, tem origem em capital estrangeiro. O modelo que nós encontramos atualmente de regulação assenta num apoio pelo IPDJ, que é um modelo essencialmente reativo e que não apresenta um mecanismo eficiente para efetivamente podemos avaliar e tentar de uma forma mais concreta o tipo e origem do investimento e os investidores que chegam ao futebol português”, começou por dizer, em declarações à Lusa.
O caminho passa por “encontrar soluções para propor ao governo, no sentido de encontrar mecanismos mais eficientes e eficazes de regulamentação no investimento”, segundo Vasco Pinho.
“O objetivo é claro: ajudar a trazer mais transparência e mais qualidade naquele que é o investimento”, apontou.
No domingo, Benfica e FC Porto vão lutar pela Taça de Portugal, no Estádio Nacional, em Oeiras, pelo que “não havia melhor altura” para se discutir o que é desejado para o “desenvolvimento do futebol feminino”.
“Vamos fazer uma análise do ponto de situação atual e para onde queremos ir e de que forma queremos ir. O objetivo passa por no fim do dia termos mais atletas, mais capazes e com melhores condições. Irá ser debatido a implementação de um departamento, pela primeira vez, de futebol feminino na FPF. Será altura para debater a profissionalização da atual Liga feminina”, revelou.
Por fim, fará parte da conversa a harmonização regulamentar, com o diretor executivo da FPF a dar conta das disparidades existentes.
“Aquilo que encontramos e temos aqui em Portugal é uma realidade em que existe algumas disparidades regulamentares nos três grandes grupos de entidades que emitem regulamentos: FPF, Liga de Clubes e associações distritais de futebol. Respeitar a autonomia de cada uma delas será importante para trabalharmos como um todo e termos aqui um trabalho de harmonização, que já temos vindo a desenvolver nos últimos meses em grupos de trabalho criados para este efeito”, concluiu.