Supremo Tribunal confirma absolvição de Neymar e antigos líderes do Barcelona em caso de fraude e corrupção

Supremo Tribunal confirma absolvição de Neymar e antigos líderes do Barcelona em caso de fraude e corrupção

De acordo com a sentença, que valida o veredicto do Tribunal Provincial de Barcelona, não se comprovou a presença de corrupção entre entidades privadas ou fraude em contrato na transferência do avançado brasileiro internacional do Santos.

O tribunal entendeu que a DIS possuía 40 por cento dos direitos económicos do atleta, comprados em 2009, porém sem os direitos federativos, os quais autorizam a movimentação entre equipas durante a validade de um contrato.

Assim, os magistrados determinaram que o pacto feito com o emblema catalão, que adiantou a vinda de Neymar para 2013, não constituiu nenhuma conduta ilegal, adequando se às regras do direito desportivo e aos regulamentos globais.

A DIS, que obteve 6,8 milhões de euros (40 por cento de uma transação avaliada em 17,1 milhões de euros), afirmava ser alvo de uma estratégia enganadora que diminuiu o montante verdadeiro do acordo para cortar a sua comissão.

O Supremo Tribunal afirma que os contratos foram autênticos e não procuraram esconder qualquer plano fraudulento, julgando irrelevante o possível desconhecimento do pacto pelo Santos, pois todas as entidades obtiveram os valores estipulados.

Para além de Neymar, os seus progenitores, os ex presidentes do Barcelona Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu, a sociedade que gere a carreira do jogador e Odílio Rodrigues, um ex responsável do Santos, figuravam entre os arguidos.

O Barcelona gastou mais de 100 milhões de euros na operação.

O processo iniciou se em junho de 2015, com a DIS a acusar o internacional brasileiro, a sua família e o Santos de ocultarem o valor autêntico da transferência, em detrimento próprio.

A DIS requeria no início cinco anos de prisão para Neymar e uma compensação de 35 milhões de euros, mas, depois de o Ministério Público espanhol abandonar as acusações em outubro, optou por baixar a pena pedida para dois anos e meio.