Salvador Alonso, arquiteto da renovação do Estádio José Alvalade: "Terá um papel fantástico no Mundial"

Salvador Alonso, arquiteto da renovação do Estádio José Alvalade: "Terá um papel fantástico no Mundial"

Salvador Alonso, em entrevista à revista Arquitetura y Diseño, afirmou que o objetivo é transformar o Estádio José Alvalade não apenas num recinto desportivo, mas também num ponto de interesse turístico imperdível em Lisboa.

"O Estádio José Alvalade desempenhará um papel de destaque no Mundial. A nossa ambição é que este se torne uma paragem obrigatória para quem visita Lisboa e, sobretudo, que se converta num espaço de utilização quotidiana pelos lisboetas", declarou o arquiteto, salientando o potencial de exploração comercial do estádio pelo Sporting.

"Os estádios permanecem como espaços exclusivos para futebol apenas nos dias de jogo. Isto significa que há um total de 325 a 330 dias em que o recinto pode ser utilizado para outros fins e receber diferentes audiências. A tendência futura passa por conceber estádios versáteis, capazes de se adaptar a múltiplos cenários", explicou.

Uma das inovações no renovado Estádio José Alvalade é o Lion's Corner, um espaço lounge cuja construção já teve início, após o encerramento do fosso há cerca de um ano.

"O fosso era um componente supérfluo que provocava uma separação física e emocional entre o adepto e o espetáculo, além de causar sérios problemas técnicos e dificuldades operacionais na manutenção do relvado. Ao eliminá-lo, resolvemos esses problemas e ainda melhorámos a atmosfera, criando um ambiente mais intimidador com a maior proximidade dos adeptos ao campo, o que também beneficia a equipa", afirmou Salvador Alonso, sublinhando a relevância de inovações como o Lion's Corner: "Pretendemos aumentar o nível de conforto das áreas premium para que o estádio se torne o melhor local para acolher eventos empresariais, reuniões de negócios ou simples encontros familiares".

Para finalizar, o arquiteto espanhol referiu a importância de tornar os espaços "mais eficientes" e salientou os desafios de trabalhar num intervalo de tempo que vai do final de maio ao início de agosto: "É, sem dúvida, uma logística extremamente complexa. Manter o estádio operacional com prazos como estes exige uma coordenação e flexibilidade excecionais de muitas pessoas".