Rui Rodrigues vê “sucesso desportivo” como motor do Vitória SC

Rui Rodrigues vê “sucesso desportivo” como motor do Vitória SC

Apresentado como o 25.º presidente do centenário emblema minhoto na cerimónia de tomada de posse, decorrida no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, o responsável frisou que o êxito do futebol profissional é o desígnio principal para o triénio que se estende até 2029, após uma temporada aquém do objetivo da qualificação europeia, com a nona posição na Liga.

O sucesso desportivo será a principal prioridade. O futebol profissional vai-se manter como motor competitivo da instituição. Continuaremos a priorizar a formação, uma das áreas que nos pode dar vantagem competitiva”, referiu, no seu discurso.

Eleito por uma margem de dois votos, a mais curta na história das eleições vitorianas, ao recolher 2.028 contra 2.026 da candidatura de Viriato Sampaio, num sufrágio realizado no sábado, que contou com quatro listas e a participação de 6.642 sócios, Rui Rodrigues lembrou ainda a prática feminina do futebol.

O crescimento do futebol feminino e uma prioridade. Queremos que seja capaz de se afirmar entre as referências nacionais da modalidade”, disse, após a temporada de estreia na principal liga portuguesa, com o sexto lugar entre 10 equipas.

O recém-empossado dirigente vincou também que a futura academia projetada para uma área a oeste da cidade de Guimarães é “estruturante para o crescimento do clube”, numa cerimónia que contou com o presidente cessante, António Miguel Cardoso, o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Reinaldo Teixeira, a diretora-geral da Federação Portuguesa de Futebol, Helena Pires, e o presidente da Associação de Futebol de Braga, Pedro Sousa.

Disposto a aplicar um modelo de gestão “orientada para resultados”, com valorização de jogadores, mas também controlo de despesas, para que o emblema vimaranense cresça “com ambição”, sem “comprometer o futuro”, o novo presidente reconheceu ainda a necessidade de modernizar o Estádio D. Afonso Henriques.

Rui Rodrigues transmitiu ainda mensagens de agradecimento às três outras listas que concorreram às eleições, encabeçadas por Viriato Sampaio, Belmiro Pinto dos Santos e Júlio Vieira de Castro, que a seu ver é “um sinal de vitalidade e de grandeza” do Vitória, e a António Miguel Cardoso, presidente nos últimos quatro anos.

Além de Rui Rodrigues tomar posse como presidente, Ricardo Teixeira Freitas, João Nuno Pacheco, Silvério Alves e Célia Magalhães, primeira mulher a assumir um cargo diretivo na história vitoriana, foram empossados como vice-presidentes da direção.

Luís Filipe Silva e Cláudia Moura da Silva tomaram posse na mesa da assembleia-geral, como presidente e vice-presidente, respetivamente, enquanto Rui Castro Dias assumiu a liderança do conselho fiscal, com Fernando Pinto a vice-presidente.

Já Ana Margarida Teixeira foi empossada como presidente do conselho de jurisdição, cargo que já exercia desde 2025, enquanto Hugo Teixeira, que era vogal do órgão desde o ano passado, assumiu a vice-presidência.

Antes da tomada de posse, o presidente cessante da MAG, João Henrique Faria, realçou que o órgão foi “imparcial e justo nos procedimentos adotados” para as eleições decididas por uma margem de dois votos, entre a lista de Rui Rodrigues e a de Viriato Sampaio.

A parte final do mandato não foi o que desejava. Não esperava que a minha integridade fosse mal tratada em praça pública por uma das listas, apenas porque não se entendeu aceitar a decisão dos sócios”, disse, antes de elogiar o presidente cessante, António Miguel Cardoso, por ter implantado o seu projeto “sob um caminho difícil e tortuoso”, disse, em referência às dúvidas suscitadas pela lista de Viriato Sampaio, após conhecidos os resultados.