Rui Borges destaca Bragança e admite derrota na corrida ao campeonato: "As recentes semanas eliminaram-nos da disputa pelo ceptro"

Rui Borges destaca Bragança e admite derrota na corrida ao campeonato: "As recentes semanas eliminaram-nos da disputa pelo ceptro"

Siga os lances e o resumo da partida

Controlo emocional da equipa: "Trata-se do aspecto mais crucial nesta altura. É essencial motivar todos para a intensidade da partida. Devemos concentrar-nos no nosso desempenho e esforçarmo-nos ao máximo para triunfar, contra um adversário desesperado por vitórias e que, sob o novo técnico, exibe maior ousadia, busca maior iniciativa e exerce pressão elevada. O Tondela lutará com unhas e dentes pelos pontos, mas nós também o faremos, pois precisamos deles para empatar com o segundo classificado. Não controlamos apenas o nosso destino, mas temos de cumprir o nosso dever. É vital demonstrar uma atitude superior. Precisamos de uma exibição sólida para superar o Tondela".

Alterações na formação contra o AFS: "O torcedor hoje sugere que inclua o Manel e amanhã critica 'porque não puseste o António'. Escolher os onze iniciais vai além disso. Vou optar pelos mais aptos? Aptidão é algo subjetivo. Como treinador, valorizo a conexão com os atletas, as suas opiniões e estados de espírito. Há pouco tempo para sessões de treino. Neste confronto, alguns elementos não estavam preparados para contribuir por 60, 70 ou 80 minutos. As escolhas foram inevitáveis, mas o problema não reside aí. Não perdemos por causa das substituições. Criámos bastante, tivemos chances, mas falhámos na finalização. Não foi uma partida brilhante, mas suficiente para vencer. Existem atletas exaustos e não era viável forçá-los mais. Eles desejam, mas o físico não obedece".

Esgotamento psicológico após período complicado: "Predomina o fator psicológico. É físico também, mas o mental influencia o corpo, podendo agravá-lo ou aliviá-lo. Tem sido um esgotamento brutal. A saída da Champions, com a sensação de que poderíamos ter avançado mais, afeta naturalmente o ânimo. Logo depois, o Benfica, onde liderávamos e acabámos derrotados. Essas oscilações impactam-nos. Em seguida, fomos ao Dragão disputar a final da Taça de Portugal. Evito falar em azar, mas os calendários imprevisíveis colocaram-nos quatro embates de altíssimo nível consecutivos, que nos empurraram ao limite mental e físico. Arcamos com as consequências, mas aceitamos, pois era o nosso objetivo: persistir até ao fim e competir em todas as frentes".

Renovação contratual e momento do comunicado: "Não me inquieta. Repito que me sinto realizado num clube de topo. Lamentavelmente, estas semanas recentes excluiram-nos da corrida ao tricampeonato, não há evasivas. Mantivemo-nos até ao limite em todas as provas e isso define o valor do nosso labor, bem ou mal executado. Possuo vínculo com o Sporting, não me angustia. A confiança mútua é constante e persistirá. O percurso está bem delineado e o esforço é exemplar. Nunca permitirei que a responsabilidade caia nos ombros dos jogadores. Eles foram excecionalmente dedicados, deram o máximo e merecem os meus elogios".

18 lesões na temporada e casos prolongados: "Não é habitual, evidentemente. Se fossem 18 lesões musculares, teríamos de rever as nossas práticas, mas a maioria foi incontrolável. Afetou a nossa administração, sem dúvida. Não reclamo, mas sofremos as repercussões. Em certos instantes, falhámos na gestão. Inicialmente, pudemos equilibrar o cansaço, mas na fase decisiva, não, com ausências prolongadas na frente, como Quenda e Ioannidis. Como gerir traumas? Existem algumas musculares, comum a todos os clubes. Nesta etapa, prevíamos o risco de mais sobrecargas musculares, dada a intensidade. Não registámos mais do que os rivais. Tivemos traumáticas também. Sucederam-se imprevistos que nos limitaram, claro. Não serei irrealista e negar, mas é inerente ao desporto".

Manto verde: "Não comento isso, já expus a minha posição".

Elenco reduzido: "O Sporting conta com 28 ou 29 futebolistas, mais o grupo B. No arranque, se previra 10 ausências incontroláveis... Mas o imprevisível acontece. Fomos perdendo elementos. Em janeiro, reforçámos com dois extremos, Luís Guilherme lesionou.se, Faye adaptou.se mal. Gradualmente integram.se, Faye cedeu terreno, mas o elenco foi planeado para 28 ou 29. Lesões fogem ao nosso domínio, caso contrário precisaríamos de 50. Futuramente, talvez seja norma, face ao calendário excessivo. As lesões aumentam, sobretudo musculares".

Ausências: "Em incerteza, Vagiannidis, Ousmane e Daniel Bragança, que já fora dúvida no AFS".

Nuno Santos: "Nuno reintegrou os treinos coletivos no dia menos um. Havia treinado no menos um, não foi chamado para o AFS, mas recupera bem e será opção para amanhã quarta feira".

Janela de transferências de janeiro: "Penso que não. O grupo estava equilibrado em todas as áreas, o mercado invernal não foi o fator. Antecipávamos possível saída de Alisson, adicionámos dois, mas com visão futura. Matheus Reis merecia a oportunidade, foi escolha dele, confortável pelas conquistas no Sporting. Luís feriu.se sozinho num apronto, imprevistos surgem. Não foi por aí. Enfrentámos ausências inesperadas e demoradas".

Interação com os atletas: "Eles conhecem o seu papel na estrutura. Pratico o diálogo aberto e alertam.no para riscos de lesão em certos momentos, mas a formação precisa deles. Exemplo: Daniel Bragança no Dragão, mal devia jogar. Mas ele insiste 'quero participar, é crucial e contribuo, quer sejam 5, 10 ou 15 minutos'. Actuou bem, manteve.se limitado no AFS e no Dragão, a sua determinação cativou.me instantaneamente. Não o desejo perder, especialmente pós lesão grave, mas essa garra conquista qualquer técnico. Na dúvida, alinhou e auxiliou. Sou franco e eles também. O melhor diagnóstico são eles próprios. Conhecem.se melhor do que todos".

Terceira posição e temporada vindoura: "Vínculo até 2027, não é tema".

Retornos no jogo com Tondela: "Não podemos desperdiçar pontos, opções limitadas, mas decido no final. Alguns foram poupados, jogaram, sem plena recuperação. Maxi, Suárez e Trincão acumularam fadiga excessiva. Não vinham frescos, lógico. Pode haver mais poupanças".

Ânimo coletivo: "Sou positivo e confio sempre. A mensagem é de otimismo e rigor. Devemos entregar o melhor sempre, eles sabem e eu reforço a confiança habitual. Prosseguimos o nosso trajeto. Sentem profundamente o ocorrido. Psicologicamente abala, mas a fé é absoluta. Mantêm.se o grupo e a equipa excecionais. Estarão prontos para os desafios finais".

Recuperados: "Fresneda, Inácio e Hjulmand indisponíveis. Fotis Ioannidis idem".