Rui Borges: "Desconfiança? Isso existe desde o início, é olhar para a próxima época e ver como posso crescer"
Reviva os momentos decisivos do encontro
O que se passou nesta final? "O que aconteceu foi que falhámos os momentos cruciais. Não cumprimos e eles em duas jogadas decisivas marcaram, precisamente onde são mais fortes, nas bolas paradas, em movimentos estudados. É uma equipa sólida na defesa e nós nunca conseguimos impor consistência."
Falta de energia do Sporting: "Concordo. Foi a dinâmica do jogo que nos levou a essa fadiga mental. Estivemos sempre a responder, nunca a ditar. Reagimos a tudo e, nessas circunstâncias, às vezes não resulta. Foi o caso. O adversário mereceu a vitória".
As substituições deviam ter sido feitas mais cedo? "Fiz as alterações ainda com tempo, até as que fiz no final da primeira parte tiveram quase 40 minutos e não trouxeram o impacto desejado. De um modo geral, tanto titulares como suplentes. Nesta fase final, já foi um pouco por desespero. Colocar mais jogadores na área. Estávamos no último terço, eles defendiam com linhas de seis ou sete, eficazes no jogo aéreo. Reconhecer o mérito do oponente, que protegeu muito bem a sua área".
Análise ao final da temporada: "Com toda a franqueza, deixa um profundo desalento em todos nós. Por tudo o que demonstraram ao longo do ano... Mostraram grande qualidade, chegaram ao fim sem troféus... Temos de assumir essa responsabilidade. Não demos títulos ao clube e aos adeptos, que é o mínimo que se exige".
Pressão e desconfiança na próxima época: "Não me foco nisso. A desconfiança está presente desde o primeiro dia. É normal. Para mim, como treinador, o foco está na próxima época e em como evoluir para tornar o Sporting ainda mais competitivo".
Manter o núcleo da equipa: "Isso dependerá do mercado. Com calma, vamos avaliar o que temos para a próxima temporada".