Riquelme considera eleições do Real Madrid um risco elevado por recear que possam ser as derradeiras
Num vídeo partilhado nas suas plataformas digitais, o oponente do atual presidente Florentino Pérez, de 79 anos, nas eleições antecipadas dos órgãos sociais do Real Madrid, ainda sem data definida, detalhou a paixão que nutre pelos merengues e os motivos que o impulsionam a candidatar se à liderança do clube da capital espanhola.
"Temos o dever de avançar, de sermos pioneiros nessa audácia e, acima de tudo, percebemos um perigo significativo de que estas sejam as últimas eleições no Real Madrid. É do domínio público, e têm reiterado em diversas ocasiões, que o clube será privatizado", iniciou Riquelme.
O aspirante, de 37 anos, preparou se para estar ao serviço do Real Madrid "por um senso de dever" e garantiu que possui a experiência necessária para desafiar uma direção que não realiza eleições há duas décadas, numa altura em que o técnico português José Mourinho, do Benfica, tem sido ligado a um possível retorno aos merengues após 13 anos.
"O momento escolhido foi o que ele (Florentino Pérez) desejou. Deixou claro que só sairia se fosse obrigado ou permaneceria no cargo. Considero isso uma falta de respeito", complementou.
Por fim, dirigiu se aos associados do clube mais vitorioso na Liga dos Campeões (15): "Hoje marca um dia crucial para o Real Madrid. Após 20 anos, os sócios terão a oportunidade de votar. Esta candidatura não se opõe a ninguém, existe em prol do Real Madrid. Herança e porvir, Enrique Riquelme".
Na temporada 2025/26, o Real concluiu o campeonato na segunda posição, com 86 pontos, a oito do bicampeão FC Barcelona, diante do qual caiu na final da Supertaça de Espanha, na Arábia Saudita, entre as eliminações nos oitavos da Taça do Rei, frente ao Albacete, da segunda divisão, e nos quartos da Liga dos Campeões, perante o Bayern Munique.
Os merengues encerraram uma época sem troféus pela sexta vez no século XXI e estão sem treinador, após a saída de Álvaro Arbeloa, antigo lateral direito do clube, que foi promovido em janeiro da equipa B madridista para substituir Xabi Alonso, despedido após cerca de meio ano no cargo.