Orçamento da FPF para época 2026/27 cresce 16 milhões, 11 milhões em gastos com pessoal
O segundo orçamento do organismo liderado por Pedro Proença prevê um resultado positivo de 2,819 milhões de euros, o lucro mais baixo desde 2019/20 (2,410 ME), abaixo dos 3,097 previstos para a época 2025/26, que finda em 30 de junho.
Com o elenco federativo que sucedeu ao presidido por Fernando Gomes, a FPF alterou o modo de apresentação das previsões financeiras, associando todo o grupo empresarial, antevendo lucros em todas, exceto na FPF Academy.
O saldo negativo de 391.067 euros desta estrutura fica a dever-se, segundo explica a própria FPF, ao “forte investimento estratégico na área da formação e qualificação, nomeadamente através da preparação da abertura da Universidade do Futebol, projeto estruturante para o futuro desenvolvimento técnico, académico e institucional do futebol”.
O documento, aprovado em Assembleia Geral em 06 de junho último, antes do arranque do Mundial-2026 – que entre as várias competições apresentadas é a única que não detalha o objetivo –, e partilhado no site da FPF na terça-feira, divide os gastos em três grandes setores.
Nos gastos com serviços de estrutura, a FPF conta despender 49,8 ME, mais 6,6 ME do que os previstos em 2025/26, contando já com o aumento de 11 ME em gastos com pessoal, como todo o universo empresarial e os órgãos estatutários.
A estimativa de gastos a partir de 01 de julho ascende a 34,6 ME, com 28,7 ME com pessoal e 5,8 ME nos órgãos estatutários, comparativamente aos 23,5 ME total em 2025/26 (19,2 ME com pessoal e 4,2 ME nos órgãos estatutários) e com os 23,7 em 2024/25, o último apresentado por Fernando Gomes (13,7 ME com pessoal, 3,2 ME nos órgãos estatutários e ainda 6,8 ME com técnicos, médicos e outros prestadores de serviços).
As atividades desportivas nacionais, com 41,8 ME, mais 11,2 ME do que os 30,6 orçamentados para 2025/26, são outra das grandes despesas federativas para 2026/27, enquanto os gastos com as competições internacionais estão em linha com o documento anterior – 39,1 ME comparativamente com os 37,3 ME.
No capítulo das receitas, a FPF também prevê um aumento dos rendimentos, de 146,2 para 161,9 ME, aglomerando também a origem das verbas, depois de, na época passada, ter revelado os 20,277 ME do contrato de material desportivo, juntando-o, aparentemente, na rubrica dos rendimentos suplementares, que cresceu de 56,8 para 70,7 ME.
A previsão de receita relativa à presença em competições internacionais também é otimista, mesmo sem nenhuma grande competição depois do Mundial-2026, com a inclusão de 23,6 ME no orçamento de 2026/27, acima dos 20,2 ME do documento anterior.
O plano de atividades e orçamento de 2026/27 revela ainda uma alteração no elenco liderado por Proença, promovendo Helena Pires a diretora em detrimento de Rui Caeiro, agora no cargo de secretário-geral.
O documento, que entra em vigor no próximo dia 01 de julho, foi aprovado por 95% dos votos na reunião magna do passado dia 06 de junho.