Premier League ajusta penalização por puxar cabelo antes do arranque da nova temporada
Na temporada anterior, Lisandro Martinez (Manchester United), Michael Keane (Everton) e Dan Ballard (Sunderland) foram expulsos por terem puxado o cabelo de adversários.
Michael Carrick, treinador do United, considerou a expulsão de Martinez por puxar o cabelo do avançado do Leeds, Dominic Calvert-Lewin, como uma das "piores decisões" que já presenciou.
Antes, esta infração era classificada como conduta violenta, mas foi modificada para que um puxão de cabelo "sem força excessiva e/ou brutalidade" possa ser punido apenas com cartão amarelo. A Premier League revelou esta sexta-feira novas prioridades na arbitragem para a próxima temporada, na sequência de conversas com o Grupo Consultivo para a Melhoria do Jogo da principal divisão.
"Será exibido cartão vermelho sempre que existir uma ação clara e intencional de puxar o cabelo de um adversário com força excessiva e/ou brutalidade. Será mostrado cartão amarelo caso a ação seja considerada sem força excessiva e/ou brutalidade," refere um comunicado da Premier League.
Os árbitros da Premier League vão também focar-se mais na penalização de agarrões por parte dos defesas nos cantos e em faltas sobre guarda-redes. Esta medida surge devido à quantidade de golos apontados após potenciais infrações antes de a bola ser posta em jogo em lances de bola parada.
"Os árbitros vão aperfeiçoar a identificação de ações evidentes de agarrar que tenham um impacto material claro, e/ou ações de agarrar contrárias ao espírito desportivo, que não são aceitáveis em campo," indica o comunicado.
"Isto implica penalizar os defesas quando estão claramente apenas focados nos adversários e realizam uma ação de agarrar que prejudica a capacidade do atacante de jogar ou disputar a bola. As faltas sobre os guarda-redes serão punidas quando um jogador atacante fizer uma ação clara sem intenção de jogar ou disputar a bola, resultando em contacto que afete a capacidade do guarda-redes de jogar ou disputar a bola", acrescenta.
Os jogadores que receberem tratamento ou avaliação médica em campo terão agora de sair do relvado por, pelo menos, um minuto, um aumento em relação ao limite anterior de 30 segundos.
Existirá uma contagem decrescente de cinco segundos e reversão do reinício para lançamentos laterais e pontapés de baliza atrasados, tendo sido introduzido um limite de 10 segundos para as substituições de jogadores.
Caso o limite de tempo seja excedido, o substituto apenas poderá entrar depois da primeira paragem, já decorrido um minuto.