Perfil: César Peixoto construiu à força de vontade uma carreira breve mas em crescimento

Perfil: César Peixoto construiu à força de vontade uma carreira breve mas em crescimento

Natural de Caldas das Taipas, em Guimarães, o antigo internacional português encerrou a carreira de futebolista em 2015 e começou a sua trajetória como treinador em janeiro de 2019, no Varzim, na altura na Liga 2, onde garantiu a permanência e o 15.º lugar no campeonato.

Passou depois quatro meses na Académica de Coimbra e assumiu o comando do Desportivo de Chaves, numa etapa que terminou cedo devido à suspensão definitiva da Liga 2 por causa da pandemia de covid-19, quando a equipa estava no sétimo posto.

A estreia na Liga aconteceu em novembro de 2020, no Moreirense. Apesar de ter deixado os minhotos no 11.º lugar e apurados para os quartos de final da Taça de Portugal, pediu a demissão ao fim de apenas sete jogos, citando diferenças quanto à gestão do plantel.

O período mais complicado da sua carreira foi no Paços de Ferreira. Depois de levar os pacenses ao 11.º lugar em 2021/22, foi despedido logo na nona jornada da época seguinte, sem qualquer vitória, mas regressou ao clube da Capital do Móvel poucos meses depois, após a saída de José Mota, numa segunda passagem em que protagonizou uma recuperação competitiva notável, embora insuficiente para evitar a descida de divisão, terminando no 17.º lugar.

Em 2023/24, voltou ao Moreirense para as últimas jornadas, ajudando os cónegos a consolidar um meritório sexto lugar, antes de iniciar o projeto que viria a transformar a sua carreira.

Contratado pelo Gil Vicente para assegurar a permanência em 2024/25, cumpriu o objetivo e recebeu da administração gilista a confiança para liderar o projeto seguinte. A aposta revelou-se um sucesso.

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Na temporada 2025/26, o treinador conduziu os barcelenses a um histórico sexto lugar, igualando ou superando vários recordes do clube, com um futebol elogiado pela crítica especializada e que lhe valeu distinções individuais, incluindo o prémio de Treinador do Mês da Liga.

O desempenho despertou o interesse do Wolverhampton, histórico emblema inglês que lhe confiou a missão de recolocar a equipa na Premier League.

Antes da carreira de treinador, César Peixoto construiu um percurso de destaque como jogador. Formado no Caçadores das Taipas, destacou-se no Belenenses e transferiu-se para o FC Porto, integrando os plantéis vencedores da Taça UEFA de 2002/03 e da Liga dos Campeões de 2003/04, além de conquistar três campeonatos nacionais.

Representou ainda Espanhol, SC Braga e Benfica, somando títulos, antes de terminar a carreira precisamente ao serviço do Gil Vicente, clube onde anos mais tarde alcançou a maior afirmação como treinador antes do salto para Inglaterra.