Mundial-2026: Ancelotti garante que Brasil "é resiliente e vai melhorar" contra o Haiti

Mundial-2026: Ancelotti garante que Brasil "é resiliente e vai melhorar" contra o Haiti

Acompanhe aqui as incidências e o relato do encontro

Com Neymar novamente fora de combate devido a uma lesão no gémeo da perna direita, a seleção canarinha espera reencontrar o caminho certo empate pouco convincente 1-1 contra Marrocos, na estreia pelo Grupo C, no último sábado. 

"Começar bem é importante num Mundial, mas o mais importante é que a equipa, mais do que ser perfeita, precisa de ser resiliente", disse o técnico italiano em conferência de imprensa no Lincoln Financial Field.

"É preciso ser resiliente quando as coisas não correm bem. Não se pode desistir quando as coisas não saem como o esperado. Acredito que a equipa é resiliente e vai melhorar", acrescentou.

O treinador de 67 anos reconheceu mais uma vez a exibição menos conseguida da sua equipa na estreia e mencionou que poderá fazer "algumas alterações" no onze inicial.

"A autocrítica dos jogadores foi construtiva. Trabalhámos nos últimos dias para corrigir isso (a estreia cinzenta) e acredito que o vamos conseguir. Mais cedo ou mais tarde, vamos resolver a situação. Continuo confiante de que esta equipa será competitiva no Mundial", afirmou.

Ancelotti sustentou ainda que não tem interesse em que o Brasil tenha uma identidade única e fixa. Em vez disso, espera que a equipa seja versátil o suficiente para lidar com diferentes adversários e situações de jogo.

"A minha equipa precisa de ser capaz de fazer muitas coisas. Quero que a minha equipa defenda em bloco baixo, ataque, aproveite a qualidade dos jogadores, seja agressiva no ataque, recue as linhas e defenda a própria área", observou.

Ancelotti afirmou que o jovem avançado Endrick é um "talento extraordinário", mas precisa de mais tempo para se afirmar na seleção. O técnico italiano tem dado poucos minutos à jovem promessa, apesar da excelente temporada no Lyon que garantiu o seu regresso ao Real Madrid.

"Ele é paciente, não tem pressa e é muito maduro para a sua idade. Além disso, a família é muito próxima dele. Esse é um aspeto fundamental para um jogador jovem", declarou.

Carletto também elogiou o Haiti, que no papel é a equipa mais frágil do grupo, mas que fez um jogo duro contra a Escócia (perdendo por 1-0) no seu regresso ao Campeonato do Mundo após uma ausência de mais de cinco décadas, desde o Mundial da Alemanha Ocidental em 1974.

"Foi um jogo muito equilibrado. O Haiti mostrou ter atributos físicos e ser uma equipa bem organizada... É um adversário que devemos respeitar", concluiu.