Patrik Schick retira-se da seleção da República Checa: "É preciso encarar a realidade e mudar muita coisa"
A decisão do melhor marcador da República Checa não foi tomada de um dia para o outro, nem é uma reação impulsiva à recente e dolorosa derrota no México. Já há algum tempo que pensava em deixar a seleção.
"Foi um percurso cheio de emoções, alegrias, desilusões, vitórias e momentos difíceis. Tentei sempre dar tudo pela seleção e representar o nosso país da melhor forma possível", escreveu Schick, que disputou 56 jogos com a camisola checa.
Mudanças
O avançado despede-se com orgulho pelo que alcançou a nível internacional, mas também com grandes preocupações quanto ao futuro.
"O futebol checo tem potencial para mostrar muito mais do que conseguiu nos últimos anos. É preciso encarar a realidade e mudar muita coisa que há muito tempo não funciona", reforçou Schick.
No entanto, não considera a sua crítica um ataque. "Não o digo por zanga nem por desilusão. Digo-o porque me importa o futebol checo", explicou no final da sua despedida.