Palmeiras afirma que CBF admitiu erro no jogo frente ao Remo e concentra esforços em exigir melhorias

Palmeiras afirma que CBF admitiu erro no jogo frente ao Remo e concentra esforços em exigir melhorias

Representado pelo director de futebol Anderson Barros, o Palmeiras aproveitou a ocasião para intensificar as exigências. De acordo com o comunicado oficial, o clube "insistiu novamente em medidas para que erros graves como este não se repitam, sob pena de afectarem a credibilidade da prova".

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Apesar do descontentamento com o prejuízo desportivo, o Palmeiras adoptou uma posição institucional cooperativa, sublinhando que não pediu sanções aos árbitros envolvidos no encontro. Para a direcção alviverde, os lapsos são naturais nos profissionais e o essencial é melhorar os procedimentos.

"O clube compreende que todos os profissionais, incluindo os melhores, estão sujeitos a erros", enfatizou o comunicado, reconhecendo também os investimentos recentes da CBF para avançar a arbitragem nacional.

Veja como foi Remo 1 x 1 Palmeiras 

Críticas ao "punitivismo"

O texto do Palmeiras, no entanto, incluiu uma crítica à maneira como a CBF e o STJD têm tratado erros passados, mencionando o caso de Ramon Abatti Abel. O árbitro foi punido de forma severa após incidentes no Choque-Rei contra o São Paulo, o que, na perspectiva do clube, não resolve o problema de fundo.

Para o Alviverde, o futebol brasileiro deve evitar "soluções simplistas" que procuram apenas aplacar o meio externo ou a opinião pública de momento, sem promover melhorias autênticas para a classe.

Veja a íntegra da nota oficial do Palmeiras: 

"A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, numa reunião realizada esta segunda-feira (11) com a presença de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) admitiu o erro cometido pela equipa de arbitragem na anulação do golo marcado pelo defesa central Bruno Fuchs nos descontos do segundo tempo do jogo contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro.

No encontro, o Palmeiras – representado pelo director de futebol Anderson Barros – insistiu em medidas para que erros graves como este não se repitam, sob pena de afectarem a credibilidade da prova.

O clube sublinha que, em momento algum, pediu punições ao árbitro principal e ao VAR, pois compreende que todos os profissionais, incluindo os melhores, estão sujeitos a erros. Ademais, não compete ao Palmeiras, nem a qualquer outro clube, interferir em decisões da CBF, que, aliás, tem feito investimentos significativos em prol da evolução e do aperfeiçoamento da arbitragem brasileira.

Diante deste enquadramento, no entanto, é essencial reflectirmos sobre o tratamento dado ao árbitro Ramon Abatti Abel, punido de forma severa pela CBF e pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) há poucos meses, devido a factos ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, também pelo Brasileirão.

Soluções simplistas, adoptadas apenas com o objectivo de proporcionar satisfação momentânea ao meio externo ou a terceiros, não contribuirão para a evolução da arbitragem e do futebol nacional".